Quando o propósito encontra o lado comercial:

Quando o propósito encontra o lado comercial:

Às vezes, duas pessoas olham para a mesma situação e enxergam coisas completamente diferentes. Uma vê oportunidade. Outra propósito. Uma pensa em resultado. Outra pensa em pessoas. Uma calcula o retorno. Outra pensa no bem que aquilo pode fazer. E nenhuma das duas necessariamente está errada. Tenho aprendido que nem tudo na vida pode ser medido apenas pelo quanto vai render. Existem coisas que fazemos porque acreditamos nelas, porque queremos ajudar alguém, porque demos nossa palavra ou simplesmente porque entendemos que podemos abrir uma pequena porta para outra pessoa. Nem toda divulgação precisa nascer de uma negociação comercial. Às vezes, é apenas uma maneira de dizer: “Eu acredito no que você está fazendo e quero ajudar você a ser vista.” E existe algo muito importante nisso: a nossa palavra. Quando dizemos a alguém que vamos fazer alguma coisa, aquela pessoa passa a contar com aquilo. Talvez para nós pareça algo pequeno, mas para quem está do outro lado pode significar muito. Por isso, antes de prometer, precisamos pensar. Mas, depois que prometemos, também precisamos ter responsabilidade com aquilo que falamos. Não significa que nunca poderemos mudar de ideia. A vida muda, as circunstâncias mudam e, algumas vezes, realmente não conseguimos cumprir aquilo que havíamos planejado. Nesses momentos, o correto é conversar, explicar e procurar uma solução. O que não devemos fazer é deixar alguém esperando enquanto seguimos a nossa vida como se nada tivesse sido combinado. Também aprendi que propósito e trabalho não precisam ser inimigos. É possível pensar em renda sem transformar tudo em dinheiro. É possível ter um projeto profissional sem perder a sensibilidade. É possível fazer algo comercialmente correto e, ao mesmo tempo, continuar olhando para as pessoas. Talvez o equilíbrio esteja justamente aí. Precisamos aprender a administrar aquilo que Deus colocou em nossas mãos com responsabilidade, mas sem permitir que o valor das coisas seja determinado somente pelo retorno financeiro. Porque existem sementes que não aparecem imediatamente como dinheiro. Uma indicação pode ajudar alguém. Uma palavra pode levantar alguém. Uma oportunidade pode abrir uma porta. Um gesto de consideração pode fortalecer alguém que estava quase desistindo. E talvez nunca saibamos até onde aquela pequena atitude chegou. Por isso, quando surgir uma situação em que propósito e lado comercial parecerem estar em lados opostos, talvez seja melhor parar e perguntar: “Existe uma maneira de fazer isso com responsabilidade, sem abandonar aquilo em que acredito?” Nem sempre a resposta será sim. Mas muitas vezes será. E quando for, teremos conseguido algo muito bonito: cuidar do trabalho sem deixar de cuidar das pessoas. Porque, no fim, dinheiro pode fazer parte do nosso trabalho, mas não precisa ser o único motivo pelo qual fazemos alguma coisa. Que Deus nos dê sabedoria para administrar nossos projetos, discernimento para saber o que faz sentido e, principalmente, um coração que nunca se acostume a enxergar pessoas apenas como oportunidades.

Uma oração: “Senhor, dá-me sabedoria para administrar tudo aquilo que colocaste em minhas mãos. Ensina-me a trabalhar com responsabilidade, a valorizar aquilo que faço e a entender que também é correto buscar frutos do meu trabalho. Mas não permita que o dinheiro seja maior do que as pessoas. Que eu nunca perca a sensibilidade diante de uma oportunidade de ajudar, incentivar ou abrir uma porta para alguém. Dá-me também responsabilidade com as minhas palavras, para que eu não prometa aquilo que

não posso cumprir e, quando eu assumir um compromisso, tenha sabedoria e coragem para honrá-lo. Que o propósito esteja sempre acima da vaidade, que o trabalho seja feito com excelência e que tudo aquilo que eu fizer possa refletir o Teu amor. Amém.” “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens.” Colossenses 3:23

Sandra Rochedo,

Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.

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