Tem algo que a gente só percebe depois de tanto servir, tanto amar, tanto se doar:
muita gente não ama você… ama o que você faz por ela.
E quando esse entendimento finalmente chega, dói. Dói num lugar que a gente nem sabia que existia.
Porque enquanto você está ali, forte, resolvendo tudo, carregando o que ninguém quer carregar… você é incrível, é elogiada, é exaltada.
Mas basta você precisar — só um pouquinho — e de repente sua existência vira incômodo. Seu pedido pesa.
Seu cansaço incomoda.
Sua dor atrapalha.
E aí vem aquele silêncio… o tipo de silêncio que grita:
“Você não serve mais.”
Mas olha, filha, deixa eu te dizer uma coisa com toda verdade e ternura: o amor das pessoas é frágil, mas o amor de Deus não tem sombra de variação.
O amor Dele não depende do que você faz, mas de quem você É n’Ele.
E no Reino, você nunca é peso.
Nunca é demais.
Nunca é descartável.
Às vezes Deus permite que certas máscaras caiam não para te ferir, mas para te poupar.
Ele afasta o que não te honra, para que você pare de mendigar migalhas emocionais.
Ele expõe o falso, para conduzir você ao verdadeiro.
E pode ser que essa fase esteja arrancando pedaços, mas também está revelando quem realmente caminha com você por amor, não por conveniência.
E está te moldando para um amor mais maduro: o amor que não se prende à aprovação humana, mas descansa no colo do Pai.
Hoje, se sentir que te usaram, te sugaram, te descartaram… respira.
O céu te vê.
O Espírito Santo te honra.
E há um amor que não depende da sua utilidade, mas da sua identidade.
Você é amada.
Mesmo nos dias em que não pode oferecer nada além do seu suspiro cansado.
Reflexão:
“As pessoas podem amar sua força, mas Deus ama sua fragilidade. Nele você não é ferramenta… você é filha.”
Oração:
“Senhor, cura as áreas do meu coração que foram feridas por amores condicionais.
Me ensina a descansar no Teu amor que não muda, não falha, não se cansa de mim.
Livra-me das relações que só me procuram por interesse e aproxima de mim quem reflete o Teu caráter.
Que eu aprenda a amar sem perder a mim mesma e a servir sem ser usada.
E que, acima de tudo, eu lembre: no Teu colo, eu nunca sou peso.
Amém.”
— Sandra Rochedo, escrito no silêncio onde o Espírito Santo sussurra o que ninguém vê.
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