Quando arrumar a casa para o Natal vira cura para a alma:

Hoje, enquanto eu mexia nos enfeites guardados há anos, senti algo diferente.


Um nó na garganta, sabe?
Daqueles que a gente finge que não é nada… mas é.
É memória. É saudade. É vontade de que a vida fosse mais leve do que está sendo.

E aí, do nada, uma mãozinha pequena puxou meu braço:
Mãe, posso ajudar?

E aquilo, que pra muita gente seria um pedido simples, pra mim foi um abraço de Deus.
Um
lembrete de que eu não estou sozinha.
De que, mesmo nos dias mais desajustados, ainda existe amor me chamando pra participar da vida.

Colocar os filhos pra arrumar a casa no Natal não é sobre ocupar eles.
É sobre ocupar
lacunas dentro da gente que às vezes doem.
É
sobre descobrir que um enfeite torto pode ser mais bonito do que um perfeito, só porque foi colocado por uma mão que ama você sem reservas.

E quando eles se aproximam, quando começam a colocar bolinhas do jeito delesmesmo que tudo fique meio bagunçado — parece que Deus fala:
“É assim que Eu faço com você. Eu deixo você participar, mesmo sabendo que você vai errar, vai colocar coisa no lugar errado, vai escorregar… mas Eu te quero perto.”

Eu parei.
Deixei a lágrima cair.
E decidi:


Hoje, a arrumação de Natal não vai ser pressa.
Vai ser
cura.
Vai ser abraço.
Vai ser memória boa registrada na alma deles e na minha.

Eles não vão lembrar se a árvore estava perfeita.
Mas vão lembrar do meu sorriso, mesmo cansado.
Da minha voz suave, mesmo ferida.
Da minha coragem de continuar, mesmo com o coração apertado.

E no fim… percebi que, enquanto eles me ajudavam a decorar a casa, Deus estava decorando o meu coração com esperança de novo.

 Reflexão:

Às vezes, Deus usa coisas simples — como um festão torto ou uma bolinha mal colocada — para nos lembrar que ainda existe beleza no meio da nossa bagunça emocional.


O Natal é sobre isso: Deus entrando no lugar exato onde dói e reacendendo luz onde já parecia escuro.

 Oração:

“Senhor,
arruma a casa dentro de mim também.
Coloca luz onde tem sombra, paz onde tem cansaço, amor onde há feridas.
Que meus filhos sintam o Teu cuidado quando estiverem perto de mim, e que o nosso lar seja um pedacinho da Tua presença, mesmo nos dias difíceis.
Abençoa cada detalhe, cada cheiro, cada gesto…
E cura o que eu nem sei como arrumar.
Em nome de Jesus, amém.”

CTA:

Se esse texto te abraçou, compartilhe com outra mãe que também está tentando fazer o melhor, mesmo no meio da sua própria bagunça emocional.

Tentando,

Sandra Rochedo, Blog S R Testemunhos, Transformando Limites.

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