O dia em que meu neto resolveu morar na casinha do cachorro:

O dia em que meu neto resolveu morar na casinha do cachorro:

Existem lembranças que ficam guardadas lá no fundo do baú da nossa memória. Algumas são emocionantes, outras nos fazem chorar de saudade, e existem aquelas que, só de lembrar, fazem a gente começar a rir antes mesmo de terminar a história. Essa é uma delas. 😂 Desde que meu neto Lucas nasceu, ele sempre foi muito paparicado por todo mundo. Afinal, ele era meu primeiro neto, o primeiro bisneto e também o primeiro sobrinho.para imaginar o tamanho do carinho que existia em volta daquela criança? Desde a gravidez da minha filha Erika, nós ficamos ainda mais ligadas. Eu acompanhava as consultas, as ultrassonografias e tudo aquilo que fazia parte da espera pela chegada dele. No dia do nascimento, também estive junto na maternidade. E depois que Lucas nasceu, nossa ligação ficou ainda maior. Ele frequentava bastante a nossa casa. Às vezes o Giovani ia buscá-lo, outras vezes nós ajudávamos com o Uber, e em algumas ocasiões ele passava um final de semana conosco. E, claro, a casa da avó tinha praticamente uma pequena filial da casa dele. 😂 Tinha roupinha, sabonete, shampoo… tudo preparado para quando ele chegasse. A gente passeava, brincava e aproveitava aqueles momentos que, naquela época, pareciam simplesmente parte da rotina. Hoje eu olho para trás e percebo que eram pequenos pedaços de felicidade sendo guardados sem que ninguém soubesse. Mas vamos à história que me faz rir até hoje. Certo dia, Lucas estava lá em casa e nós nos preparávamos para sair. De repente, percebemos que não estávamos encontrando o menino. Cadê o Lucas? Começou a procura. Olhei no meu quarto. Nada. Abrimos o guarda-roupa. Nada. Fomos ao quarto da Bruna. Olhamos dentro do guarda-roupa. Nada. Debaixo da cama. Nada. Fomos para outro quarto, banheiro, área de serviço… E nada do Lucas! Nesse momento, a brincadeira começou a virar preocupação. A primeira coisa que pensamos foi: Será que o portão está aberto? Fomos conferir. Nada. O portão estava trancado. Então voltamos a procurar pela casa, tentando entender onde aquela criança poderia ter se metido. Foi quando começamos a ouvir o cachorro latindo. Ele estava estranho, andando de um lado para o outro, rodeando a casinha dele. Fomos olhar. E adivinhem quem estava lá? O Lucas! Dentro da casinha do cachorro! 😂😂😂 A casinha era de plástico e tinha aquele telhadinho que saía. Pois o menino simplesmente tirou o telhado, entrou lá dentro e ficou quietinho.

Enquanto a família inteira procurava por ele pela casa, Lucas estava escondido na casinha do cachorro, provavelmente se divertindo horrores com a situação. Quando descobrimos, foi uma gargalhada geral! Imaginem a cena: Todo mundo preocupado procurando uma criança pela casa inteira e ele lá dentro da casinha, quietinho, provavelmente pensando: “Eles nunca vão me encontrar!” 😂 Mas as histórias de Lucas com o cachorro não terminavam aí. Como o cachorro era grande, Lucas montava nele como se estivesse montando em um pônei. O cachorro, coitado, tinha uma paciência enorme. Mas chegou um ponto em que ele aprendeu. Quando percebia que Lucas estava chegando, às vezes simplesmente corria e ia se esconder. 😂😂😂 Hoje, quando lembro dessas coisas, não consigo pensar apenas na travessura. Penso no tempo. Porque as crianças crescem. A casa muda. A rotina muda. As pessoas mudam. E aquilo que um dia parecia apenas mais uma tarde comum acaba se

transformando em uma lembrança preciosa. É curioso como a vida funciona. Na hora, a gente está preocupada procurando a criança. Depois, descobre onde ela estava e cai na gargalhada. Anos mais tarde, aquela mesma história vira uma daquelas memórias que a gente conta novamente, acrescentando detalhes, rindo antes de chegar ao final e pensando: “Como foi que esse menino conseguiu fazer isso?” Talvez seja por isso que precisamos prestar mais atenção aos momentos simples. Nem toda memória especial nasce de uma grande viagem, de uma festa ou de um acontecimento extraordinário. Às vezes, ela nasce dentro de uma casa. Às vezes, está escondida dentro de uma casinha de cachorro. Às vezes, está no colo de uma criança. E muitas vezes está justamente naqueles dias que pareciam comuns demais para serem importantes. Hoje, quando penso naquele menino que era tão amado por todos, lembro também de quanto amor existia ao redor dele. Minha filha vivendo a maternidade, a família toda esperando sua chegada, a madrinha sendo tão próxima, os avós, bisavós, tios… E eu, como avó, vivendo cada pedacinho que conseguia.

Talvez a gente não perceba enquanto está vivendo, mas existe uma riqueza enorme em poder acompanhar o crescimento de quem amamos. São momentos que não voltam. As roupinhas deixam de servir. Os brinquedos ficam esquecidos. A criança cresce. A casinha do cachorro talvez nem exista mais. Mas a história permanece. E algumas histórias são tão boas que merecem ser contadas muitas e muitas vezes. Porque rir de uma lembrança também é uma forma de agradecer a Deus por ter vivido aquilo.

Uma oração pelas nossas lembranças: “Senhor, obrigada pelas histórias que a vida nos permitiu viver. Obrigada pelos filhos, netos, familiares e por cada pessoa que tornou nossa caminhada mais bonita. Ajuda-nos a valorizar os momentos simples enquanto ainda estamos vivendo cada um deles. Que não sejamos tão ocupadas tentando registrar grandes acontecimentos que acabemos esquecendo de perceber as pequenas alegrias do dia a dia. E quando o tempo passar e algumas pessoas estiverem longe, ajuda-nos a guardar as boas lembranças com carinho, gratidão e alegria. Que possamos olhar para trás não apenas com saudade, mas também com o coração agradecido por tudo aquilo que o Senhor nos permitiu viver. Em nome de Jesus, amém.” “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” Eclesiastes 3:1 Se essa lembrança fez você sorrir, talvez ela também desperte alguma história guardada aí no fundo do seu próprio baú. Conte nos comentários: qual foi a travessura de criança que você nunca conseguiu esquecer? E se essa história trouxe um sorriso ao seu rosto, curta, comente e compartilhe. Talvez alguém que esteja precisando de um pouco de alegria hoje também sorria ao ler.

Com carinho,

Sandra Rochedo,

Blog, S R Testemunhos — Transformando Limites

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a criança que guardamos na memória e o adulto que o tempo vai formando. ❤️

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