Um Natal com saudade no colo:

Neste Natal, a saudade sentou à mesa comigo.


Não fez barulho, não chamou atenção, mas estava alino pensamento que voltava, no coração que apertava quando lembrava dos meus netos.

Natal é tempo de família, de abraços, de risadas pequenas correndo pela casa. E quando eles não estão, a ausência fala. Fala alto, mesmo em silêncio. Porque amor que é grande sente falta grande também.

Senti falta dos olhinhos curiosos, das vozinhas, do jeito simples como eles transformam qualquer momento em alegria. Senti falta de viver o Natal através deles — daquele encanto que só criança tem e que renova a esperança da gente.

Não foi um Natal triste. Mas foi um Natal diferente. Um Natal em que precisei aprender a acolher a saudade sem deixá-la virar amargura. A entender que a distância não apaga o amor, apenas o alonga.

Levei essa saudade para Deus. Do jeitinho que estava, sem disfarçar. E ali entendi que Ele também conhece esse sentimento — Ele sabe o que é amar, esperar e confiar mesmo quando não vê.

Neste Natal, abracei a ausência com fé. Crendo que o amor continua ligando o que o tempo e a distância tentam separar. E que virão outros Natais, outros encontros, outros abraços.

Enquanto isso, guardo meus netos em oração. No coração. No colo invisível da saudade.

Reflexão:


Sentir saudade é prova de que o amor está vivo, mesmo quando a presença não é possível.

Oração:


“Senhor, acolhe meu coração de avó. Guarda meus netos onde quer que estejam, cobre-os com Tua proteção e enche-os de alegria. Consola minha saudade e fortalece minha esperança de novos encontros. Amém.”


Sandra Rochedo S R Testemunhos, Transformando Limites.

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