7 de Setembro: quando uma data fazia parte da nossa infância:
Você se lembra de como era o 7 de Setembro quando éramos crianças?
Era diferente.
A gente acordava cedo. Às vezes ainda de pijama, corria para a sala e ligava a televisão para assistir ao desfile cívico. Em algumas famílias, aquele momento fazia parte da rotina e era quase um compromisso: era dia de assistir às escolas, às bandas, às fanfarras, aos estudantes marchando e às bandeiras do Brasil tremulando. E quando tínhamos a oportunidade de participar do desfile da nossa própria escola, a emoção era ainda maior. A farda arrumada, o cabelo penteado, o sapato limpo e aquele orgulho de estar ali, caminhando junto com os colegas. Talvez hoje tudo isso pareça simples. Mas, para nós, não era. Era memória. Era tradição. Era parte da infância. O 7 de Setembro nos lembrava que existia uma história antes de nós. Que o Brasil tinha uma trajetória, personagens, acontecimentos e símbolos que mereciam ser conhecidos.
Não significa que tudo daquela época era perfeito. Os tempos mudam, as escolas mudam, as formas de ensinar também mudam. Mas algumas tradições tinham uma força especial porque criavam lembranças que permaneciam conosco por toda a vida.
Hoje, quando chega o 7 de Setembro, algumas pessoas ainda participam das comemorações, os desfiles continuam acontecendo em diferentes lugares e a Independência do Brasil continua sendo ensinada nas escolas.
Mas é impossível não perceber que, para muitas famílias, aquela presença tão forte da data no cotidiano diminuiu. E talvez seja isso que entristeça tanto quem viveu aqueles anos.
Não é apenas saudade do desfile. É saudade de sentir que uma data nacional fazia parte da nossa vida. Saudade de ver crianças aprendendo sobre a história do país. Saudade das bandas tocando. Saudade das escolas se preparando. Saudade das famílias reunidas diante da televisão. Saudade, principalmente, de uma época em que certas experiências coletivas pareciam unir pessoas diferentes em torno de uma mesma lembrança.
Talvez possamos recuperar algo disso.
Não precisamos voltar ao passado. Precisamos apenas ensinar às novas gerações que conhecer a história do nosso país é importante. Que conhecer o significado da Independência não é apenas decorar uma data. É compreender de onde viemos.
É conhecer os acontecimentos que ajudaram a construir o Brasil.
É aprender a respeitar os símbolos nacionais sem deixar de refletir sobre a nossa história. E, para nós que já vivemos tantas décadas, existe ainda uma missão bonita: contar o que lembramos. Podemos dizer aos nossos filhos e netos: “Quando eu era criança, o 7 de Setembro era assim…”
E talvez, enquanto contamos, descubramos que nossas lembranças também são uma pequena forma de preservar a história.
Porque algumas coisas podem mudar com o tempo.
Mas aquilo que guardamos no coração não precisa desaparecer.
Hoje é 7 de Setembro. E talvez seja um bom dia para olhar para a nossa bandeira e, além de lembrar da Independência do Brasil, lembrar também da criança que um dia fomos — aquela que acordava cedo para assistir ao desfile e acreditava que aquele momento era muito importante.Porque era.E continua sendo. Que nunca nos falte memória para lembrar, consciência para compreender e esperança para acreditar em um Brasil melhor.
Reflexão: O tempo muda costumes, tradições e maneiras de celebrar. Mas a história continua sendo nossa responsabilidade. Que possamos ensinar às novas gerações não apenas o que aconteceu em 7 de Setembro, mas também o valor de conhecer, questionar e preservar a história do nosso país.
Uma oração pelo Brasil “Senhor Deus, Abençoe o nosso Brasil e cada pessoa que vive nesta terra. Dê-nos sabedoria para conhecer nossa história, humildade para reconhecer nossos erros e coragem para construir um futuro melhor. Que nossas crianças possam aprender, nossas famílias possam ensinar e que jamais percamos o respeito pela nossa história e pelo nosso próximo. Que haja paz, justiça, esperança e dignidade em nossa nação. Amém.”
🇧🇷 Feliz 7 de Setembro!
Com carinho,
Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.
Se este texto trouxe alguma lembrança da sua infância, curta, comente e compartilhe com alguém que também viveu aqueles 7 de Setembro.
Para continuar refletindo:
- A importância de conhecer a história do nosso país
- Memórias da infância que o tempo não apaga
- O que estamos deixando para as próximas gerações





