Lidia e Aline: primas que fazem parte da minha história:

Lidia e Aline: primas que fazem parte da minha história:

Existem pessoas que fazem parte da nossa vida de uma maneira tão natural que, quando olhamos para trás, percebemos que elas estão presentes em muitas das nossas melhores lembranças.

É assim quando penso nas minhas primas Lidia Rochedo Ferraz e Aline Rochedo Pachamama. Falar de família é também falar de memória. É voltar, mesmo que por alguns instantes, para um tempo em que a vida parecia mais simples, em que os encontros aconteciam sem tanta dificuldade e em que uma fotografia era capaz de guardar um momento que, décadas depois, ainda consegue despertar um sorriso.

Recentemente, enquanto procurava algumas fotografias antigas, encontrei uma lembrança dos meus 15 anos. Naquela foto, estou ao lado da minha tia Antônia, da minha prima Lidia e da minha irmã Carla.

E fiquei olhando para aquela imagem por alguns instantes… Como é impressionante perceber que uma fotografia antiga pode abrir tantas gavetas dentro da nossa memória. A gente olha para os rostos e começa a lembrar de pessoas, lugares, conversas, brincadeiras, encontros e de uma época que não volta mais — mas que continua existindo dentro de nós.

A Lidia é uma dessas pessoas que fazem parte das minhas lembranças de família. E, junto com ela, vem também a lembrança da Aline, porque existem laços que ultrapassam a convivência diária. São vínculos construídos pela família, pela infância, pela história que compartilhamos e por tudo aquilo que vivemos ao longo dos anos. Talvez hoje a vida tenha colocado cada uma de nós em caminhos diferentes. Talvez não tenhamos mais a mesma convivência de antigamente.

Talvez algumas histórias tenham ficado pelo caminho e outras tenham permanecido apenas nas fotografias. Mas uma coisa aprendi com o passar dos anos: a distância pode mudar a convivência, mas não consegue apagar a história.E é bonito poder chegar a uma certa idade e olhar para trás sem querer mudar o passado. Apenas agradecer por ter vivido.Agradecer pelas pessoas que fizeram parte da nossa caminhada.Agradecer pelas lembranças que ainda conseguimos recuperar.Agradecer pelas fotografias antigas, mesmo aquelas em que a imagem já não tem a mesma qualidade, porque o que realmente importa não está na resolução da fotografia.Está na memória que ela desperta.Está no sentimento que permanece.Está na história que aquela imagem conta.Hoje, ao lembrar de Lidia e Aline, sinto vontade de guardar essas lembranças com carinho. Não apenas como quem olha para o passado, mas como quem reconhece que cada pessoa da nossa família ajudou, de alguma maneira, a construir quem somos.A vida passa depressa.As pessoas crescem.Os cabelos mudam.Os caminhos se separam.As famílias aumentam.Alguns partem.Outros chegam.E nós vamos acumulando histórias pelo caminho.Por isso, quando encontrarmos uma fotografia antiga, não devemos olhar apenas para quem aparece nela.Devemos olhar para o tempo que ela representa.Porque algumas fotografias não registram apenas pessoas.Elas registram pedaços da nossa vida.E Lidia e Aline fazem parte de um desses pedaços da minha história.Uma história que talvez eu ainda tenha muitas fotografias para contar.E quem sabe, em algum momento, eu encontre outras imagens escondidas naquela caixa antiga e consiga trazer de volta mais um pedacinho da nossa história familiar.Por enquanto, fico com essa lembrança.Com carinho.Com saudade de um tempo que não volta.E com gratidão por ter vivido.

Sandra Rochedo,

Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.

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