Quando o amor é só discurso:

 

Ser chamado de irmão.
Ouvir
que você é benção.
Escutar frases bonitas como:
“Estamos orando por você”,
“Conte comigo”,

“A igreja te ama”.

“Você tem um propósito  aqui”

Tudo soa tão espiritual…
até o dia em que você precisa de ajuda de verdade.

Aí o telefone não toca.
A
mensagem não é respondida.
O pedido
é ignorado.
Ou pior: é negado com justificativas disfarçadas de prudência espiritual.

E, sem perceber, você começa a entender algo doloroso:
o amor que te ofereciam era só
da boca pra fora.

Quando você decide sairnão por rebeldia, mas por cansaço da hipocrisiaalgo muda imediatamente.
Você deixa de ser “irmão”.
Deixa de ser “benção”.
Deixa de ser “amado”.

O amor… esse vai junto com tudo.

A igreja que te chamava pelo nome agora finge não te ver.
Se te encontram na rua, mudam de calçada.
Baixam a cabeça.
Aceleram o passo.
Agem como se
você nunca tivesse existido.

E isso dói.


Dói porque não foi o mundo que fez isso.
Foi a igreja.

A mesma igreja que prega amor no púlpito, mas pratica exclusão nos bastidores.
Que fala de comunhão, mas abandona quem está fraco. e necessitado
Que canta sobre graça, mas não estende a mão.

Jesus disse:

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13:35)

Não disse “se tiverem cargos”.
Não disse
“se estiverem presentes”.
Disse
amoramor que permanece quando é inconveniente.

A igreja de hoje precisa se olhar no espelho.
Porque
amar só quem está forte, presente e útil não é amor cristão — é interesse espiritualizado.

E se você saiu ferido, saiba:
você
não perdeu Deus.
Você não deixou de ser irmão.
Você
não deixou de ser amado por Ele.

Às vezes, sair de um lugar é o único jeito de salvar a fé que ainda resta.

Reflexão:

 

Que tipo de igreja estamos sendo?
Uma que fala bonito ou uma que sustenta quem cai?
Uma que acolhe ou uma que descarta?

Oração:

 

“Senhor, cura as feridas causadas por palavras vazias e gestos ausentes.
Restaura a fé dos que foram machucados dentro da Tua casa.
Ensina-nos a amar como Cristo amou — com presença, verdade e compromisso.
Amém.”

Pra  Sandra Rochedo, Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado