Quando a igreja se torna elitista, algo do Evangelho se perde:

Eu não consegui dormir pensando nisso.
Não por rebeldia.
Não por crítica vazia.
Mas por dor.

Porque existe uma diferença enorme entre uma igreja organizada e uma igreja elitista.
Organização cuida.
Elitismo exclui.

A igreja elitista nem sempre diz “você não é bem-vindo”.
Ela só faz a pessoa sentir isso.

Sentir pelo olhar.
Pelo silêncio.
Pela ausência de abraço.
Pela conversa que não continua.
Pelo espaço que nunca é oferecido.

É aquela igreja onde todos são chamados de “irmãos”, mas poucos são realmente tratados como família.

O Evangelho é simples.
Mas nós conseguimos complicá-lo.

Criamos códigos invisíveis:

  • como se vestir
  • como falar
  • com quem andar
  • onde sentar
  • quem merece ser ouvido

E sem perceber, começamos a medir pessoas por critérios que Jesus nunca usou.

Jesus nunca perguntou:

  • de onde você vem
  • quanto você ganha
  • qual é seu nível de instrução
  • se você se encaixa

Ele só perguntava:


 “Você quer ser curado?”
 “Você quer me seguir?”

A igreja elitista ama multidões, mas tem dificuldade com indivíduos.
Gosta de números, mas não de histórias quebradas.
Prefere quem já chega “pronto” do que quem ainda está em processo.

E isso machuca.

Machuca quem chega ferido e sai mais ferido ainda.
Machuca quem tentou se encaixar e desistiu.
Machuca quem ama a Deus, mas não consegue mais frequentar um ambiente que julga mais do que acolhe.

A Palavra é clara:

“Meus irmãos, vocês não podem ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo, o Senhor da glória e ao mesmo tempo tratar as pessoas com parcialidade.”
(Tiago 2:1)

Quandoacepção de pessoas,perda da essência.
Quandoelitismo,distorção do Evangelho.

A igreja não foi chamada para ser vitrine de perfeitos.
Foi
chamada para ser hospital de almas.

Jesus se sentava com quem ninguém queria sentar.
Tocava em quem ninguém queria tocar.
Ouvia quem ninguém queria ouvir.

E talvez hoje Ele ainda esteja fazendo isso
Só que fora das paredes que dizem representá-Lo.

Esse texto não é contra a igreja.
É um
chamado para a igreja.

Um convite ao arrependimento silencioso.
À revisão
sincera.
À pergunta que dói, mas cura:

 Temos parecido mais com Jesus
ou mais com um clube seletivo?

Porque onde Jesus está, o simples entra.
O ferido
permanece.
O quebrado encontra descanso.

E ninguém precisa provar nada para ser amado.

Reflexão:

 

Será que alguém já entrou em um ambiente cristão e saiu se sentindo menor, invisível ou inadequado por causa das nossas atitudes?
O Evangelho que pregamos é o mesmo que vivemos?

Oração:

 

“Senhor,
livra-nos de um coração elitista.
Quebranta nosso olhar, nossa postura, nossa forma de acolher.
Que não sejamos uma igreja que seleciona,
mas uma igreja que abraça.
Ensina-nos a amar como Jesus amou,
sem medidas, sem exigências, sem rótulos.
Amém.”

Pra Sandra Rochedo, Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado