Mulheres que Empreendem: quando o cuidado vira um negócio — a história da Lavoê:

Quando comecei esta série sobre mulheres empreendedoras, eu pensei em histórias de mulheres que, de alguma maneira, decidiram transformar suas ideias, seus sonhos e até suas necessidades em trabalho. E cada história que encontro me confirma que empreender pode nascer de lugares muito diferentes.Às vezes nasce de uma necessidade financeira.Às vezes, de um sonho antigo.Às vezes, de uma oportunidade que aparece no caminho.E, algumas vezes, nasce simplesmente do desejo de cuidar melhor de quem amamos. Foi assim que conheci a história da Lavoê Cosméticos, uma marca que chamou minha atenção não apenas pelos produtos, mas pela história de sua fundadora, Flavia  MazzaroQuando o cuidado começa dentro de casa: Antes de existir uma empresa, existia uma mulher buscando alternativas para cuidar melhor de sua própria família. Flavia começou produzindo seus próprios cosméticos artesanais e naturais. A curiosidade e o desejo de encontrar produtos que considerasse mais adequados para sua família fizeram com que ela fosse além da experiência caseira.Ela estudou cosmetologia, saboaria natural e os benefícios dos óleos essenciais.E aquilo que poderia ter permanecido apenas como uma experiência pessoal começou a ganhar outro significado.  Em 2020, nasceu a Lavoê, com a proposta de levar o autocuidado e os cuidados com a pele para mais pessoas.Hoje, a marca trabalha com produtos como sabonetes faciais e corporais, sabonete íntimo, shampoos e condicionadores em barra, seguindo uma proposta ligada aos cosméticos naturais, ao veganismo e à sustentabilidade. Mas, para mim, o mais interessante nessa história não está somente nos produtos.Está na mulher que decidiu transformar aquilo em uma empresa.

De uma experiência pessoal para um empreendimento: Existe uma coisa que sempre me chama atenção quando conheço histórias de mulheres empreendedoras: o negócio pode crescer, a marca pode ganhar nome, os produtos podem chegar a outras pessoas, mas quase sempre existe uma história muito pessoal por trás do começo. E talvez seja justamente isso que torne o empreendedorismo feminino tão especial. Porque muitas mulheres começam fazendo aquilo que conseguem, com os recursos que têm, aprendendo no caminho, estudando, experimentando e enfrentando os desafios que aparecem. Não existe uma estrada pronta. Existe coragem para começar. A Lavoê, que hoje está formalmente estabelecida em Curitiba, começou a partir de uma busca muito mais simples: encontrar uma maneira diferente de cuidar da própria família. O empreendimento foi crescendo a partir dessa ideia. E isso me faz pensar em quantas mulheres fazem coisas semelhantes todos os dias. Uma cozinha que começa produzindo para a família e depois vira negócio. Uma mulher que começa fazendo unhas em casa e depois conquista clientes. Uma pessoa que começa fazendo artesanato para presentear alguém e descobre que pode vender. Uma receita de família que se transforma em uma marca Um talento que estava escondido e, um dia, encontra coragem para sair de dentro de casa.

Empreender também é acreditar: Quando olhamos para uma empresa pronta, muitas vezes enxergamos apenas o produto final. A embalagem. A marca. A divulgação. O produto na prateleira. Mas quase nunca enxergamos as noites de dúvida, os estudos, as tentativas que não deram certo, o dinheiro investido, o medo de não conseguir e a coragem de continuar. Por isso gosto tanto de conhecer histórias de mulheres empreendedoras. Porque por trás de cada negócio existe uma mulher que, em algum momento, precisou acreditar em si mesma. A história da Lavoê me lembra exatamente isso: uma ideia pode começar pequena, mas não precisa permanecer pequena.

E eu também conheci a Lavoê: Eu conheci a Lavoê através do YouTube. A curiosidade me levou a procurar mais informações e, depois, a experimentar alguns produtos. Usei shampoo, condicionador e sabonete para o rosto. E gostei. Mas, quando decidi trazer a Lavoê para esta série, não foi simplesmente porque gostei dos produtos. Foi porque encontrei uma história de empreendedorismo que merecia ser compartilhada. Porque esta série não é sobre produtos. É sobre mulheres. Mulheres que trabalham. Que criam. Que tentam. Que erram. Que aprendem. Que recomeçam. Que acreditam. E que muitas vezes começam sem saber exatamente onde aquela primeira tentativa vai levá-las.

Uma reflexão: Talvez você esteja lendo este texto e pensando que não tem nenhuma grande ideia. Talvez ache que já passou da idade de começar alguma coisa. Talvez tenha um talento que nunca levou a sério. Talvez tenha uma habilidade que todo mundo elogia, mas você nunca imaginou que pudesse transformar em trabalho. Então eu quero deixar uma pergunta para você: E se aquilo que hoje parece pequeno for justamente o começo de alguma coisa maior? Não estou dizendo que todo hobby precisa virar negócio. Nem que toda mulher precisa empreender. Mas acredito que muitas vezes deixamos nossos sonhos de lado porque esperamos que eles nasçam grandes. E talvez não seja assim. Talvez alguns sonhos precisem começar pequenos. Como uma mulher fazendo algo dentro de casa. Como uma ideia que ainda ninguém conhece. Como um produto feito para a própria família. Como aconteceu com a Lavoê. Porque empreender não é apenas abrir uma empresa. É também ter coragem de acreditar que aquilo que existe dentro de você pode encontrar um lugar no mundo. E é por histórias assim que continuaremos nossa série sobre mulheres empreendedoras. Porque toda mulher tem uma história. E algumas histórias merecem ser contadas.

Uma oração: “Senhor, abençoa cada mulher que está tentando construir alguma coisa. Aquela que está começando agora, aquela que está recomeçando e também aquela que já pensa em desistir. Dá-lhe sabedoria para tomar decisões, coragem para enfrentar os desafios e humildade para aprender quando for necessário. Que ela nunca se esqueça de que seu valor não está apenas naquilo que consegue produzir ou vender. Ela é muito mais do que seu trabalho. Mas, se existe um sonho em seu coração, que ela tenha coragem para dar o primeiro passo. Amém.”

Sandra Rochedo,Blog, S R Testemunhos, Transformando limites, contando histórias e aprendendo que nunca é tarde para recomeçar. Gostou desta história? Curta, comente e compartilhe.

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