Quando o Bem Incomoda:

Já reparou como, às vezes, ao ajudar alguém, em vez de aplausos, surgem olhares tortos, silêncios desconfortáveis ou até comentários maldosos? Pois é… ajudar alguém nem sempre é bem-visto. Parece contraditório, né? Mas a verdade é que a solidariedade tem o poder de iluminar – e, como toda luz, ela também revela sombras.

O reflexo do espelho:

Ajudar alguém é como colocar um espelho diante dos outros. De repente, sem querer, você mostra aquilo que muitos evitam enxergar: a falta de empatia, a indiferença, o comodismo. Ou egoísmo, tem pessoas que só pensam em si mesmas, Sua atitude generosa acaba provocando uma comparação silenciosa que pode incomodar profundamente. “Por que eu não faço o mesmo?”, “Será que estou sendo egoísta?”, ou até “Ela quer aparecer?”são pensamentos que surgem nas entrelinhas da inveja e da autodefesa.

O medo de se sentir menor:

Em uma sociedade competitiva, o bem também virou moeda. Quem ajuda pode ser visto como “quem quer se destacar”. E, nesse jogo de vaidades, muita gente se sente ameaçada. É mais fácil desmerecer o gesto alheio do que admitir que se pode fazer mais, ser mais, doar mais. A ajuda que você oferece vira, sem querer, uma ameaça à zona de conforto de quem prefere não se envolver.

Quem ajuda expõe o problema;

Muitas vezes, ajudar é também evidenciar que existe um problema. Quando você estende a mão a alguém que está caído, lembra aos outros que há gente caindo por aí – e que o mundo está longe de ser justo. Isso pode causar desconforto porque obriga a encarar aquilo que muitos fingem não ver: a dor, a desigualdade, a limitação, a necessidade do outro. E encarar isso exige coragem – algo que nem todo mundo está disposto a ter.

Ajudar é um ato político:

Pode parecer simples, mas ajudar alguém é um posicionamento. É dizer: “eu me importo”. E isso, por si só, é revolucionário num tempo em que o individualismo é regra. Quando você se importa, você incomoda. Porque quem vive para si não quer ser confrontado com o poder transformador da generosidade.

Pode parecer simples, mas ajudar alguém é um posicionamento. É dizer: “eu me importo”. E isso, por si só, é revolucionário num tempo em que o individualismo é regra. Quando você se importa, você incomoda. Porque quem vive para si não quer ser confrontado com o poder transformador da generosidade.

Oração:

Senhor,
Dá-me um coração generoso e firme,
capaz de ajudar sem esperar aplausos,
de estender a mão mesmo quando houver julgamento.
Que eu não me abale com o olhar do outro,
mas me fortaleça no Teu olhar de amor.
Livra-me do orgulho disfarçado de bondade,
e ensina-me a servir com humildade verdadeira.
Que minha ajuda seja ponte e não fardo,
e que, em todo gesto meu, o Teu amor se revele.
Amém.

Com carinho,

Pra Sandra Rochedo
Blog S R Testemunhos, Transformando Limites.

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