Introdução:
Às vezes, em meio à dor e às limitações, o que mais precisamos é ouvir — e falar — palavras de vida. O poder das palavras é imenso, e a Bíblia é clara ao nos alertar sobre o poder que há na língua: ela pode edificar ou destruir, curar ou ferir. Em momentos de superação, a maneira como falamos (com os outros e com nós mesmos) pode se tornar um grande aliado… ou um obstáculo.
Quem guarda a boca, guarda a alma
“Quem guarda a boca preserva a própria vida, mas quem fala demais acaba se arruinando:” (Provérbios 13:3)
Este versículo nos lembra de que, muitas vezes, o silêncio é sabedoria. Não o silêncio da omissão, mas o silêncio que protege, que pondera. Falar sem pensar pode nos afastar de pessoas, machucar relações e, pior ainda, nos ferir internamente. Guardar a boca é também proteger o nosso coração das ciladas da mágoa e da ira.
A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte (Provérbios 18:21)
Com palavras, podemos levantar alguém do chão ou empurrá-lo ainda mais para o fundo do poço. Isso também vale para o que dizemos a nós mesmas. Quantas vezes nos pegamos dizendo: “Eu não consigo”, “Minha vida acabou”, “Sou um peso”?
Essas palavras matam devagar. Porém, quando dizemos: “Eu sou forte”, “Com Deus eu posso”, “Hoje foi difícil, mas amanhã vou tentar de novo”, algo muda dentro de nós. Falamos vida — e a vida começa a responder.
A língua é como uma faísca que incendeia uma floresta (Tiago 3:5-6)
Tiago compara a língua a uma pequena chama que pode destruir tudo à sua volta. Com um comentário maldoso, uma crítica impulsiva ou um desabafo desmedido, podemos causar estragos imensos.
É um alerta: antes de falar, respire. Antes de reclamar, reflita. Antes de ferir, escolha curar.
Falando para curar, não ferir:
Na minha caminhada de superação, aprendi que, mesmo sem poder usar todo o meu corpo como antes, ainda posso usar minhas palavras para amar, incentivar, agradecer. O poder das palavras é algo transformador e, assim, o jeito como me comunico com minha família, com meu esposo, com os amigos e até com desconhecidos, tem poder de abençoar.
Portanto, palavras doces têm sido meu remédio. E também a minha oração. Elas são exemplos vivos do poder das palavras que curam em vez de ferir.
A palavra certa no tempo certo
Provérbios 25:11 diz: “A palavra dita a seu tempo é como maçãs de ouro em bandejas de prata.” Que sabedoria linda!
Por isso, que a gente busque palavras assim: que iluminam, que confortam, que inspiram. Além disso, que, mesmo nos dias difíceis, escolhemos dizer coisas que tragam esperança. Esses são exemplos claros do poder das palavras quando usadas com sabedoria e propósito.
A quem estamos prestando culto com nossas palavras?
Uma amiga pastora me disse algo que nunca mais esqueci: “Quem vive resmungando e reclamando, sem saber, está fazendo uma oração a satanás. Mas quem vive com gratidão e ações de graças, está orando e falando com Deus.”
Essa frase me fez pensar muito. Quando reclamamos, murmuramos, espalhamos palavras de negatividade, a quem estamos entregando o nosso culto diário? Em contrapartida, quando agradecemos, mesmo com lágrimas, estamos reconhecendo a bondade de Deus.
Por fim, te convido a refletir: a quem você tem dirigido suas palavras e orações? A quem sua boca tem servido? Pense nisso, porque o poder das palavras define muito mais do que imaginamos.
Oração:
Senhor,
ensina-me a vigiar minha boca e a alinhar minhas palavras com a Tua verdade.
Ajuda-me a falar com amor, fé e esperança — mesmo quando tudo ao redor parecer difícil.
Que a minha língua seja instrumento de cura, de bênção, de vida.
Livra-me das murmurações e reclamações que me afastam de Ti.
Coloca em meus lábios louvor e gratidão, para que o meu coração esteja sempre cheio da Tua paz.
Em nome de Jesus,
Amém.
Com carinho,
Sandra Rochedo
Blog Transformando Limites





