Há notícias que machucam a alma.
Ontem ouvi sobre um caso que me deixou profundamente triste.
Um jovem angolano, de apenas 25 anos, perdeu a vida depois de ser violentamente agredido.
Segundo as informações divulgadas, a violência teria sido motivada por preconceito contra sua nacionalidade.
Quando ouvi essa notícia, meu coração ficou apertado.
Fiquei pensando:
que tipo de sociedade estamos formando?
O que acontece com um ser humano para olhar para outro e enxergar um inimigo apenas porque nasceu em outro país?
Não consigo entender como alguém pode sentir satisfação em humilhar, agredir e tirar a vida de outra pessoa simplesmente por ela ser diferente.
O preconceito não nasce pronto.
Ele é aprendido.
Seja dentro de casa, seja no convívio social, seja nas palavras ditas em tom de brincadeira, seja nas conversas cheias de ódio que muitos escutam desde pequenos. Crianças não nascem odiando. Elas aprendem a amar ou aprendem a rejeitar, dependendo dos exemplos que recebem.
Por isso acredito que a educação continua sendo uma das armas mais poderosas que existem.
Precisamos ensinar nossas crianças e adolescentes a respeitar as diferenças, a compreender que cada povo possui sua cultura, sua história e seus costumes.
A diversidade não é uma ameaça; ela é uma riqueza.
O Brasil, inclusive, é um dos maiores exemplos disso.
Nossa história foi construída pela contribuição de povos indígenas, africanos, europeus, asiáticos e tantos outros que ajudaram a formar a nossa identidade.
Somos uma nação marcada pela mistura de culturas, tradições e origens.
Quando discriminamos alguém por sua nacionalidade, sua cor, sua cultura ou seu sotaque, esquecemos que nós mesmos carregamos raízes de diferentes povos.
A Bíblia nos ensina algo precioso:
“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar a vida pelos irmãos.”
1 João 3:16
Jesus nunca perguntou de onde uma pessoa vinha antes de amá-la.
Pelo contrário, Ele acolheu samaritanos, estrangeiros, marginalizados e todos aqueles que eram rejeitados pela sociedade da época.
O amor de Deus não conhece fronteiras.
O respeito também não deveria conhecer.
Meu desejo é que essa tragédia sirva para despertar consciências.
Que possamos criar filhos mais humanos, adolescentes mais conscientes e adultos que ensinem, pelo exemplo, que ninguém vale mais do que ninguém por causa da sua nacionalidade.
Que nossas palavras construam pontes, e não muros.
Que a educação vença a ignorância.
Que o respeito vença o preconceito.
E que nenhuma família precise chorar novamente por uma vida perdida por causa do ódio.
Oração:
“Senhor, quebranta o coração da nossa sociedade. Ensina-nos a enxergar cada pessoa como alguém criado à Tua imagem. Livra-nos do preconceito, da violência e da intolerância. Dá sabedoria aos pais, educadores e líderes para formar uma geração que valorize o respeito, a empatia e o amor ao próximo. Consola as famílias que perderam pessoas para a violência e faz de nós instrumentos da Tua paz. Em nome de Jesus. Amém.”
Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites. Curta, comente e compartilhe. Que o respeito seja mais forte do que o preconceito, e que a educação transforme a próxima geração.





