Companheirismo involuntário:

Tem dias em que a gente descobre que companheirismo não é necessariamente fazer tudo de comum acordo. Às vezes, é simplesmente estar ali… mesmo quando a vontade era estar em outro lugar.  Risos Hoje tivemos uma dessas cenas aqui em casa.

Eu, flamenguista apaixonada, assistindo ao jogo do Mengão. Do outro lado, meu marido, vascaíno, acompanhando a partida comigo. E olha que o Flamengo jogou muito: 2 a 1 no Cruzeiro!

Para completar a felicidade, tinha pinhão. Porque futebol, vitória do Flamengo e pinhão combinam perfeitamente!  Agora vem a parte mais interessante da história: meu marido assistiu ao jogo comigo. Isso é companheirismo, não é? Bom… mais ou menos. risos  Digamos que houve uma pequena influência externa nessa decisão: o controle remoto estava nas minhas mãos! Então podemos chamar isso de companheirismo involuntário. Kkkkkkk. Mas, brincadeiras à parte, existe uma verdade bonita por trás dessa situação. Conviver com alguém é também aprender a compartilhar momentos que nem sempre são a nossa primeira escolha. É assistir a um programa que o outro gosta, acompanhar uma partida que não faz parte da nossa paixão, ouvir uma história que já conhecemos ou simplesmente sentar ao lado de quem amamos enquanto cada um está envolvido com alguma coisa diferente. Nem sempre precisamos gostar das mesmas coisas para desfrutarmos da companhia um do outro. Meu marido continua sendo vascaíno. Eu continuo sendo flamenguista. E provavelmente continuaremos discordando em muitos assuntos. Afinal, casamento não transforma duas pessoas em uma só pessoa com os mesmos gostos, pensamentos e opiniões. O verdadeiro companheirismo está justamente em conseguir conviver com as diferenças.Às vezes, ele vai assistir ao que eu gosto. Outras vezes, eu vou assistir ao que ele gosta. Algumas vezes será por vontade própria… e outras, talvez o controle remoto ajude na decisão. Risos. O importante é não permitir que as pequenas diferenças roubem os momentos simples que podemos viver juntos. Porque, no fim das contas, talvez seja isso que faça a convivência valer a pena: não é fazer tudo juntos, nem gostar de tudo igual. É escolher permanecer presente. E hoje eu tive Flamengo, pinhão e marido vascaíno no mesmo sofá. Se isso não é uma demonstração de companheirismo, pelo menos é uma boa história para contar! Risos.

Reflexão: Companheirismo não significa concordar com tudo. Significa respeitar, participar e, muitas vezes, abrir mão de um pouco do nosso próprio gosto para fazer companhia a quem amamos. Talvez o amor verdadeiro apareça justamente nessas pequenas coisas que ninguém fotografa, ninguém publica e quase ninguém percebe. Às vezes, o companheirismo está em um abraço. Às vezes, em um café. Às vezes, em um silêncio compartilhado. E, em algumas casas, pode estar até mesmo em um jogo de futebol assistido pelo marido vascaíno… porque a esposa está com o controle remoto. Risos

Oração: “Senhor, ensina-nos a viver o companheirismo com leveza, respeito e amor. Ajuda-nos a compreender que as diferenças não precisam nos afastar, mas podem nos ensinar a ter paciência, tolerância e consideração. Que saibamos valorizar os pequenos momentos ao lado de quem amamos, porque muitas vezes são eles que se transformam nas nossas melhores lembranças. Amém.”

Sandra Rochedo,

Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.

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20 dias atrás

I Cor.13: no verso 5 – “O amor…não busca os seus interesses” e no verso 13 – “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”. Desde que nos conhecemos, gostamos de estar juntos e conversar. Passamos horas do nosso dia cuidando cada um dos seus interesses, das nossas preferências. Nada errado nisso, mas Paulo acima fala que algumas coisas devem “permanecer” e dessas coisas, a mais importante “é o amor”. Acho que a melhor palavra que resume este artigo é “renunciar” para ganhar! Te amo ❤

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