Confesso que minha ansiedade está em nível hard.
Nos últimos dias enviei currículos, preenchi inscrições e me candidatei para algumas vagas de emprego.
Agora estou naquela fase que talvez seja uma das mais difíceis de todo o processo:
Esperar.
Provavelmente só terei alguma resposta na segunda-feira, e até lá a mente parece criar vida própria.
Em poucos minutos ela consegue imaginar todos os cenários possíveis.
Às vezes penso que vou receber uma ligação a qualquer momento.
Em outras, começo a imaginar que talvez ninguém entre em contato.
Algumas propostas chegaram, mas eram em locais muito distantes.
Como ainda dependo da ajuda do meu esposo para me levar às entrevistas, a distância acabou sendo um fator importante.
Houve até duas vagas que surgiram e que ele acreditou não serem adequadas para mim.
Acabei deixando passar naquele momento, embora depois tenha continuado enviando currículos para outras oportunidades que pareciam combinar mais com minhas habilidades e com minha realidade atual.
E é aí que estou hoje: esperando.
Esperando uma mensagem, uma ligação, um e-mail ou simplesmente uma oportunidade que faça sentido.
Nessas horas percebo como a ansiedade tenta roubar nossa paz.
Ela quer respostas imediatas para perguntas que ainda não podem ser respondidas.
Quer garantias para situações que ainda estão sendo construídas.
Mas também aprendi que existe uma diferença entre ficar parada e esperar.
Eu não estou parada.
Fiz o que podia fazer.
Procurei vagas, enviei currículos, analisei oportunidades e continuei tentando.
Agora existe um tempo que não depende mais de mim.
Talvez a espera tenha o propósito de nos ensinar confiança.
Não uma confiança passiva, mas a certeza de que estamos fazendo a nossa parte enquanto a vida organiza os próximos passos.
Então sigo aguardando.
Com ansiedade? Sim.
Com expectativas? Também.
Mas tentando lembrar que cada resposta tem seu tempo, cada porta tem sua hora e cada oportunidade certa encontra o momento certo para acontecer.
Até lá, respiro fundo, tomo mais um chá e sigo acreditando que alguma boa notícia pode estar a apenas uma ligação de distância.
Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.





