Imigrante não precisa atravessar uma fronteira:
Reflexão: Quando ouvimos a palavra imigrante, normalmente pensamos em alguém que deixou seu país para começar uma nova vida em outro lugar. Imaginamos alguém atravessando uma fronteira, aprendendo uma nova língua, conhecendo novos costumes e tentando encontrar seu espaço em uma terra diferente.
Mas será que precisamos realmente mudar de país para sermos imigrantes? Eu tenho pensado muito nisso desde que vim morar em Curitiba. Eu continuo no Brasil. Continuo falando português, comendo arroz e feijão, assistindo televisão brasileira, ouvindo música brasileira e convivendo com brasileiros.
Mas, ainda assim, quando cheguei aqui, eu me senti uma imigrante. Porque mudar de cidade também é deixar para trás lugares conhecidos, pessoas, costumes, referências e até algumas versões de nós mesmos. Eu saí do Rio de Janeiro e vim para Curitiba. E descobri que o Brasil é um país enorme, cheio de diferenças dentro das próprias fronteiras. O jeito de falar muda. As expressões mudam. A comida muda. O clima muda — e como muda! 😂 Os hábitos mudam. As pessoas têm maneiras diferentes de se relacionar, de conversar e até de demonstrar carinho. E você chega trazendo na bagagem muito mais do que roupas. Traz sua história. Suas lembranças. Seu sotaque. Suas manias. Suas referências. E, principalmente, traz a saudade. Esses dias vi uma publicação de um rapaz carioca falando sobre algumas expressões usadas pelos curitibanos e comecei a pensar justamente nisso. E achei engraçado porque, depois de alguns anos morando aqui, percebi uma coisa: Curitiba está ficando quase um segundo Rio de Janeiro! 😂 Porque o que tem de carioca morando aqui não está escrito! É impressionante. Na maioria dos lugares que vou, sempre aparece um carioca. Às vezes encontro um. Às vezes dois. E eu fico pensando: “Meu Deus, será que eu saí do Rio, mas o Rio veio atrás de mim?” 😂 Talvez seja justamente essa uma das coisas mais bonitas de ser imigrante dentro do próprio país. A gente chega trazendo um pedacinho do lugar de onde veio. E, sem perceber, também deixa um pedacinho nosso no lugar para onde fomos. Eu trouxe um pouco do Rio para Curitiba. E Curitiba, por sua vez, foi me ensinando um pouco sobre ela. Aprendi que mudar de lugar não significa apagar quem fomos. Significa acrescentar novas experiências à nossa história. E isso pode acontecer até mesmo quando mudamos de bairro.
Você pode morar durante anos em um lugar e, de repente, mudar para outro bairro e descobrir que existem costumes, pessoas, rotinas e até formas diferentes de enxergar a vida. Por isso, talvez existam muitos tipos de imigrantes. O que muda de país. O que muda de estado. O que muda de cidade. O que muda de bairro. E até aquele que muda de vida. Porque algumas das maiores mudanças não acontecem no mapa. Acontecem dentro de nós. Há momentos em que Deus nos tira de um lugar conhecido e nos coloca em um território completamente novo. E não é porque o lugar antigo deixou de fazer parte da nossa história. É porque existe uma nova história esperando para ser escrita. Ser imigrante é aprender a olhar para o desconhecido sem esquecer de onde viemos. É respeitar os costumes de quem nos recebe sem abandonar aquilo que somos. É aprender. É adaptar. É observar. É, muitas vezes, recomeçar. E talvez seja justamente por isso que eu tenha aprendido a olhar para a palavra “imigrante” de uma maneira diferente.
Hoje, quando penso nela, não penso somente em quem atravessou uma fronteira internacional. Penso também em todos aqueles que tiveram coragem de deixar um lugar conhecido para tentar construir uma nova vida em outro lugar. Porque mudar de endereço é fácil de explicar. Difícil mesmo é explicar tudo aquilo que precisamos mudar dentro de nós quando mudamos de endereço. E talvez essa seja a verdadeira imigração: sair de um lugar conhecido sem deixar que o medo nos impeça de descobrir onde podemos chegar. E você?Já foi um imigrante dentro do próprio país? Já mudou de cidade, estado ou bairro e teve aquela sensação de estar começando tudo novamente? Eu posso dizer uma coisa:
depois de morar em Curitiba, descobri que não precisei atravessar nenhuma fronteira internacional para descobrir que também existe diferença entre ser de um lugar e aprender a pertencer a outro.
E, no meio dessa mistura toda, ainda encontrei tantos cariocas por aqui que às vezes acho que Curitiba resolveu fazer uma filial do Rio! 😂 Uma palavra para guardar no coração: “Eis que faço uma coisa nova; agora sairá à luz; porventura não a percebeis?”
Isaías 43:19 Às vezes, Deus nos leva para um lugar novo não para nos fazer esquecer o passado, mas para nos mostrar que ainda existem capítulos que não conhecemos.
Oração: “Senhor, quando eu precisar deixar um lugar conhecido para começar novamente em outro, dá-me coragem para enfrentar o novo. Ensina-me a respeitar as diferenças, a aprender com as pessoas que encontrar pelo caminho e a não perder minha essência durante as mudanças. Que eu não tenha medo de recomeçar. Que eu consiga compreender que algumas mudanças fazem parte dos Teus planos e que, mesmo quando eu não conheço o caminho, Tu já sabes onde ele vai terminar. Abençoa cada pessoa que precisou deixar sua cidade, seu estado ou seu país em busca de uma nova oportunidade. Conforta aqueles que sentem saudade. Abra portas para quem está começando novamente. E ensina-nos a receber bem aqueles que chegam, porque um dia também podemos ser nós os recém-chegados. Que cada novo lugar possa se transformar em uma oportunidade de crescimento, aprendizado e novas histórias. Em nome de Jesus, Amém.”
Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites. ❤️
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Se você já precisou mudar de cidade, estado, bairro ou até de país, talvez conheça bem essa sensação de ser um “imigrante” em um lugar novo.
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E me conta: qual foi a maior mudança de endereço que você já fez na vida? Você se sentiu um imigrante quando chegou ao novo lugar? Quem sabe a sua história também possa ajudar alguém que está vivendo um recomeço.
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Uma reflexão sobre deixar para trás lugares, pessoas e costumes enquanto tentamos construir uma nova vida.
Curitiba é para todo mundo, mas nem todo mundo é para Curitiba
Uma reflexão sobre adaptação cultural, diferenças e aquilo que aprendemos quando chegamos a um lugar com costumes diferentes dos nossos.
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Mas será que precisamos realmente mudar de país para sermos imigrantes? Eu tenho pensado muito nisso desde que vim morar em Curitiba. Eu continuo no Brasil. Continuo falando português, comendo arroz e feijão, assistindo televisão brasileira, ouvindo música brasileira e convivendo com brasileiros.
Mas, ainda assim, quando cheguei aqui, eu me senti uma imigrante. Porque mudar de cidade também é deixar para trás lugares conhecidos, pessoas, costumes, referências e até algumas versões de nós mesmos. Eu saí do Rio de Janeiro e vim para Curitiba. E descobri que o Brasil é um país enorme, cheio de diferenças dentro das próprias fronteiras. O jeito de falar muda. As expressões mudam. A comida muda. O clima muda — e como muda! 😂 Os hábitos mudam. As pessoas têm maneiras diferentes de se relacionar, de conversar e até de demonstrar carinho. E você chega trazendo na bagagem muito mais do que roupas. Traz sua história. Suas lembranças. Seu sotaque. Suas manias. Suas referências. E, principalmente, traz a saudade. Esses dias vi uma publicação de um rapaz carioca falando sobre algumas expressões usadas pelos curitibanos e comecei a pensar justamente nisso. E achei engraçado porque, depois de alguns anos morando aqui, percebi uma coisa: Curitiba está ficando quase um segundo Rio de Janeiro! 😂 Porque o que tem de carioca morando aqui não está escrito! É impressionante. Na maioria dos lugares que vou, sempre aparece um carioca. Às vezes encontro um. Às vezes dois. E eu fico pensando: “Meu Deus, será que eu saí do Rio, mas o Rio veio atrás de mim?” 😂 Talvez seja justamente essa uma das coisas mais bonitas de ser imigrante dentro do próprio país. A gente chega trazendo um pedacinho do lugar de onde veio. E, sem perceber, também deixa um pedacinho nosso no lugar para onde fomos. Eu trouxe um pouco do Rio para Curitiba. E Curitiba, por sua vez, foi me ensinando um pouco sobre ela. Aprendi que mudar de lugar não significa apagar quem fomos. Significa acrescentar novas experiências à nossa história. E isso pode acontecer até mesmo quando mudamos de bairro.
Você pode morar durante anos em um lugar e, de repente, mudar para outro bairro e descobrir que existem costumes, pessoas, rotinas e até formas diferentes de enxergar a vida. Por isso, talvez existam muitos tipos de imigrantes. O que muda de país. O que muda de estado. O que muda de cidade. O que muda de bairro. E até aquele que muda de vida. Porque algumas das maiores mudanças não acontecem no mapa. Acontecem dentro de nós. Há momentos em que Deus nos tira de um lugar conhecido e nos coloca em um território completamente novo. E não é porque o lugar antigo deixou de fazer parte da nossa história. É porque existe uma nova história esperando para ser escrita. Ser imigrante é aprender a olhar para o desconhecido sem esquecer de onde viemos. É respeitar os costumes de quem nos recebe sem abandonar aquilo que somos. É aprender. É adaptar. É observar. É, muitas vezes, recomeçar. E talvez seja justamente por isso que eu tenha aprendido a olhar para a palavra “imigrante” de uma maneira diferente.
Hoje, quando penso nela, não penso somente em quem atravessou uma fronteira internacional. Penso também em todos aqueles que tiveram coragem de deixar um lugar conhecido para tentar construir uma nova vida em outro lugar. Porque mudar de endereço é fácil de explicar. Difícil mesmo é explicar tudo aquilo que precisamos mudar dentro de nós quando mudamos de endereço. E talvez essa seja a verdadeira imigração: sair de um lugar conhecido sem deixar que o medo nos impeça de descobrir onde podemos chegar. E você?Já foi um imigrante dentro do próprio país? Já mudou de cidade, estado ou bairro e teve aquela sensação de estar começando tudo novamente? Eu posso dizer uma coisa:
depois de morar em Curitiba, descobri que não precisei atravessar nenhuma fronteira internacional para descobrir que também existe diferença entre ser de um lugar e aprender a pertencer a outro.
E, no meio dessa mistura toda, ainda encontrei tantos cariocas por aqui que às vezes acho que Curitiba resolveu fazer uma filial do Rio! 😂 Uma palavra para guardar no coração: “Eis que faço uma coisa nova; agora sairá à luz; porventura não a percebeis?”
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Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites. ❤️
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Se você já precisou mudar de cidade, estado, bairro ou até de país, talvez conheça bem essa sensação de ser um “imigrante” em um lugar novo.
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E me conta: qual foi a maior mudança de endereço que você já fez na vida? Você se sentiu um imigrante quando chegou ao novo lugar? Quem sabe a sua história também possa ajudar alguém que está vivendo um recomeço.
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