Muitas vezes temos uma visão distorcida sobre o perdão, e isso nos impede de vivê-lo em plenitude. É importante entender que perdoar não significa concordar com o erro, nem justificar aquilo que foi feito contra nós. O perdão não é minimizar a dor, tampouco fingir que nada aconteceu.
Perdoar também não é esquecer. Nossa memória pode continuar lembrando da ofensa, mas o perdão decide não permitir que aquela ferida controle nosso coração. O perdão não apaga o passado, mas nos liberta para seguir adiante sem o peso da amargura.
Outra coisa que o perdão não é: reconciliação imediata. Reconciliação exige confiança e tempo, enquanto o perdão é uma decisão que parte de nós, diante de Deus. Nem sempre será possível restaurar um relacionamento da mesma forma, mas sempre será possível liberar perdão.
Muitos acreditam que perdoar é fraqueza, mas, na verdade, é sinal de maturidade espiritual e obediência à Palavra de Deus. Jesus nos ensinou a perdoar setenta vezes sete, mostrando que o perdão deve ser constante em nossa caminhada. Quando entendemos o que o perdão não é, conseguimos enxergar sua verdadeira essência: uma escolha de fé, que nos aproxima de Deus e abre espaço para a cura. O perdão nos liberta mais do que ao outro.
Reflexão:
Será que você tem confundido perdão com esquecimento, concordância ou reconciliação? Peça ao Espírito Santo discernimento para liberar perdão sem medo, entendendo que essa decisão traz paz para a sua alma.
Oração:
“Senhor, ajuda-me a compreender o verdadeiro sentido do perdão. Que eu não carregue fardos que não me pertencem e que eu consiga liberar em amor aqueles que me feriram. Cura o meu coração e ensina-me a viver livre da mágoa, para refletir o caráter de Cristo em minhas atitudes. Amém.”
Em Cristo,
Sandra Rochedo, Blog S R Testemunhos Transformando Limites.






