O Novo Chefe da Assembleia dos Passarinhos:

O Novo Chefe da Assembleia dos Passarinhos:

Acho que a Assembleia dos Passarinhos ganhou um novo chefe.

Sim, porque apareceu um passarinho novo por aqui e, sinceramente, ainda estou tentando entender se ele veio para participar da reunião ou para assumir a presidência. 😂 Os outros passarinhos têm seus horários. Alguns cantam baixinho, outros fazem aqueles chamados que já conheço, e tem aqueles que aparecem, fazem sua algazarra por alguns minutos e depois vão embora. Mas esse novo integrante é diferente. Ele não canta. Ele berra. E não é um berro qualquer, não. É um berro daqueles que fazem a gente parar o que está fazendo para perguntar: “Meu Deus, o que está acontecendo?” Ele fica fazendo a ronda. Vai de um lado para o outro, observa tudo e, de repente: BERRO! Mais alguns minutos: BERRO DE NOVO!

E ele não parece cansar. Tenho a impressão de que acordou pensando: “Hoje eu vou avisar para todo mundo que cheguei.” E avisou mesmo. Acho que até os passarinhos antigos devem estar olhando para ele e pensando: “Meu amigo, aqui nós cantamos. Não precisamos anunciar cada movimento da vizinhança!” 😂 Mas, enquanto observo essa pequena criatura fazendo tanto barulho, fico pensando em como nós, seres humanos, também podemos agir assim. Existem pessoas que precisam fazer muito barulho para serem percebidas. Falam alto, explicam demais, querem provar que estão certas, anunciam tudo o que fazem e, muitas vezes, confundem presença com volume. Mas existe uma diferença entre ser ouvido e fazer barulho. Nem sempre quem fala mais alto tem mais razão. Nem sempre quem aparece mais está fazendo mais. Nem sempre quem ocupa mais espaço é quem realmente tem algo importante para oferecer. E talvez essa seja uma coisa que aprendemos com o tempo. Quando somos mais jovens, muitas vezes sentimos necessidade de explicar quem somos, mostrar o que fazemos, provar nossas capacidades e responder a tudo. Com os anos, vamos descobrindo que algumas coisas não precisam de explicação .Nossa história fala. Nossas atitudes falam. Nossa maneira de tratar as pessoas fala. Até nosso silêncio, quando necessário, pode dizer muito. Depois de tantos anos de vida, de tantas experiências, perdas, recomeços, alegrias e decepções, eu tenho aprendido a valorizar cada vez mais a paz. Não preciso estar em todas as discussões. Não preciso responder a todas as provocações. Não preciso convencer todo mundo sobre quem eu sou. E, principalmente, não preciso gritar para ser ouvida por Deus. Ele conhece minha voz até quando ela sai baixinha. Conhece minhas lágrimas quando ninguém vê. Conhece aquilo que eu não consigo colocar em palavras. Conhece minhas intenções, meus medos, minhas limitações e também os sonhos que ainda carrego. Talvez seja por isso que, enquanto o novo chefe da Assembleia dos Passarinhos continua fazendo sua ronda e berrando pela vizinhança, eu consiga achar graça. Ele pode fazer todo o barulho que quiser. Eu continuo preferindo os cantos suaves. Prefiro o som da chuva. Prefiro uma música tranquila. Prefiro uma conversa que não precisa ser aos gritos. Prefiro aquela paz que chega quando a gente entende que não precisa disputar espaço com ninguém. E talvez essa seja uma das bênçãos de amadurecer: descobrir que paz vale mais do que razão. Nem toda batalha precisa ser enfrentada. Nem toda provocação merece resposta. Nem todo barulho precisa entrar dentro de nós. Às vezes, podemos simplesmente observar, sorrir e continuar o nosso caminho. Até porque, convenhamos… Se eu fosse disputar com aquele passarinho quem consegue fazer mais barulho, eu já teria perdido. 😂Ele está muito bem preparado para o cargo de chefe da Assembleia. Só espero que não resolva fazer reunião de madrugada. Porque aí teremos uma conversa séria.

Uma reflexão para hoje: Talvez exista algum “passarinho barulhento” na sua vida. Alguém que fala demais, reclama demais, provoca demais ou faz questão de chamar atenção o tempo todo. Não permita que o barulho dessa pessoa roube a paz que Deus está construindo dentro de você. Você não precisa responder na mesma altura. Você não precisa gritar mais alto. Você pode escolher a serenidade. Porque existe uma força enorme em quem aprendeu que nem tudo merece uma resposta.

Oração: “Senhor, ensina-me a reconhecer o que merece minha atenção e aquilo que posso simplesmente deixar passar. Quando houver muito barulho ao meu redor, ajuda-me a não permitir que esse barulho faça morada dentro de mim. Dá-me sabedoria para saber quando falar, quando permanecer em silêncio e quando simplesmente seguir em frente. Que eu não precise levantar a voz para provar meu valor. Que minhas atitudes sejam maiores do que minhas palavras. E que, mesmo em meio aos barulhos da vida, eu consiga ouvir a Tua voz me conduzindo para a paz. Amém.” “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” Provérbios 15:1

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Com carinho,

Sandra Rochedo,

Blog, S R Testemunhos Transformando limites em testemunhos, um texto de cada vez.

Acho que a Assembleia dos Passarinhos ganhou um novo chefe.

Para guardar no coração: Nem todo dia será silencioso. Nem toda pessoa será tranquila. E nem todo barulho estará sob nosso controle. Mas podemos escolher o que deixaremos entrar no nosso coração.

O barulho pode estar do lado de fora sem precisar morar dentro de nós.

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O barulho pode estar do lado de fora sem precisar morar dentro de nós.

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Indicações de leitura no S R Testemunhos:

1. [Quando o silêncio faz a gente perceber a companhia] — uma reflexão que nasceu justamente da convivência com os passarinhos e mostra como até o silêncio pode nos ensinar a valorizar pequenas bênçãos.

2. [Quando a paz finalmente encontra espaço] — porque nem todo barulho vem de fora, e aprender a proteger a paz dentro de nós também faz parte da maturidade.

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