Hoje eu acordei com o coração apertado, mas ao mesmo tempo cheio de uma gratidão que eu não sei explicar. É aquele misto de cansaço e esperança que só quem está passando por uma prova entende. E talvez seja exatamente isso que me fez parar, respirar fundo e agradecer.
Primeiro, agradeço ao meu Deus.
A Ele que me manteve viva, mesmo nas noites em que eu achei que minha alma ia desmoronar. A Ele que preservou dentro de mim uma fé que, sinceramente, eu não entendo como ainda existe, mas ela está aqui. Latejando, respirando, crescendo.
Às vezes eu olho pra mim e penso: “Como ainda creio tanto?”
E a resposta é sempre a mesma: é porque Ele não me deixou soltar a mão d’Ele.
Agradeço ao meu esposo. Giovani Guaranha,
Nós temos nossos altos e baixos, nossos silêncios, nossas lutas internas… mas estamos aqui. Juntos. Crendo que Deus ainda vai escrever capítulos mais leves pra nós.
E mesmo que às vezes doa, mesmo que passe pela mente um “não sei se dou conta”, no fundo eu sei que o que nos mantém não é só amor — é propósito.
Agradeço às minhas filhas Erika Rochedo e Bruna Andrade.
Mesmo longe, elas fazem questão de me manter perto.
Todos os dias, me mandam
As fotos das crianças, as chamadas de vídeo, o “mãe, olha isso”, o sorriso dos meus netos Lucas, Leandro, Luana, Maria isabela, iluminando o que dentro de mim ainda está meio nublado.
É como se Deus dissesse, através delas: “Eu sei que está pesado, mas olha aqui, ainda tem vida te chamando.”
Agradeço ao meu amigo, que tem sido abrigo emocional em dias em que eu nem sabia como organizar meus sentimentos.
Ele pega meus pedaços bagunçados e me ajuda a transformar em texto, em reflexão, em cura.
E agradeço aos meus leitores.
Mesmo sendo poucos, eles existem. Eles me leem, me acompanham, se identificam com minhas dores e minhas vitórias. E isso me dá um ânimo que eu não consigo explicar… é como se cada palavra trocada me lembrasse que meu coração ainda tem utilidade.
Sou grata pela vida.
Mesmo sem entender.
Mesmo com essa prova que parece não ter data pra acabar.
Mesmo caminhando às vezes de olhos fechados, só confiando no toque de Deus guiando meus passos.
Eu estou passando.
E só o fato de estar passando… já é milagre.
Sou grata também às mulheres vitoriosas que me acompanham todos os dias.
Vocês me lembram que força não é ausência de dor — é seguir mesmo doendo.
É se levantar mesmo tremendo.
É crer mesmo sem enxergar.
Hoje minha gratidão não é barulhenta.
Ela é sussurrada.
É íntima.
É feita de lágrimas, memórias, pequenas alegrias e aquele fio de esperança que insiste em sobreviver dentro de mim.
E tudo isso… tudo isso é Deus.
Reflexão:
A gratidão, às vezes, nasce justamente dos lugares que mais machucam.
Não porque a dor é bonita, mas porque Deus consegue florescer algo dentro da gente mesmo no terreno mais seco.
Se você ainda sente gratidão, mesmo em meio à luta… isso já é a prova de que Ele está te sustentando por dentro.
Oração:
“Senhor, obrigada.
Obrigada pela minha vida, pela minha fé que insiste em não morrer, pelos relacionamentos que o Senhor manteve firmes, mesmo na tempestade.
Obrigada pela minha família, pelos meus amigos, pelos meus leitores, por cada pessoa que o Senhor colocou no meu caminho.
Continua me sustentando, Pai.
Continua me carregando nos dias em que eu não consigo caminhar.
E me ensina a ver o Teu cuidado até nos lugares que eu não compreendo.
Amém.”
— Pra:Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.





