Hoje era dia de aula de pintura.
Para algumas pessoas isso pode parecer normal.
Para mim, que gosto de calor, sol e dias em que o casaco é apenas um acessório esquecido na bolsa, nove graus é praticamente uma experiência de sobrevivência.
O local da aula é lindo, cercado pela natureza, mas justamente por isso o vento circula livremente.
E vento gelado tem um talento especial para encontrar qualquer fresta de roupa e lembrar a gente que o inverno existe.
No fim, não fui.
E descobri que não fui a única.
Outras mulheres também decidiram que, naquele momento, preservar a temperatura corporal parecia uma escolha bastante sensata.
Enquanto pensava nisso, percebi como muitas vezes nos cobramos por não fazer tudo o que planejamos.
Nem sempre mudar os planos significa preguiça ou desistência.
Às vezes significa apenas reconhecer nossos limites e entender que amanhã também é um dia.
A vida não é uma corrida onde precisamos vencer todas as etapas.
Existem dias para avançar, dias para descansar e dias para admirar a paisagem pela janela enquanto seguramos uma caneca de algo quente.
E está tudo bem.
Reflexão:
Nem sempre precisamos provar nossa força enfrentando todas as tempestades.
Algumas vezes, a sabedoria está em esperar o frio passar.
Deus não nos ama mais porque fomos à aula nem menos porque ficamos em casa.
Seu cuidado continua o mesmo.
Há momentos em que descansar também faz parte do caminho.
Versículo:
“Há tempo para todo propósito debaixo do céu.”
(Eclesiastes 3:1)
Oração:
“Senhor, obrigada porque o Teu amor não depende do meu desempenho. Ajuda-me a compreender que nem todos os dias serão iguais e que isso faz parte da vida. Dá-me sabedoria para reconhecer meus limites, tranquilidade para não me culpar quando os planos mudarem e alegria para aproveitar cada estação da maneira que for possível. Que eu aprenda a descansar sem culpa e a confiar que o Senhor continua conduzindo meus passos. Amém.”
Com carinho,
Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.
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E me conte:
você também teria enfrentado os nove graus ou escolheria o cobertor sem peso na consciência?
Acordei sabendo que precisava decidir entre duas coisas muito importantes:
aprender novas técnicas de pintura ou permanecer viva e aquecida debaixo das cobertas.
Além do frio digno de filme ambientado no Polo Norte, ainda foi solicitado que todas fossem de máscara, e eu não tinha uma em casa.
Mas, sinceramente?
A máscara foi apenas um detalhe.
O verdadeiro desafio era encarar os nove graus que faziam lá fora.
Nove graus!
Eu confesso que, aos 9 graus e com vento gelado, o cobertor teria vencido a disputa por unanimidade.





