Antes de tirar conclusões, procure entender:

Antes de tirar conclusões, procure entender:

Tenho refletido muito sobre como, às vezes, acreditamos que conhecemos as pessoas que convivem conosco. Conhecemos seus hábitos, seus costumes, suas maneiras de falar, seus defeitos e até algumas de suas qualidades. Convivemos diariamente, conversamos, compartilhamos momentos… e, por isso, podemos acabar acreditando que sabemos exatamente o que se passa dentro delas. Mas será que sabemos mesmo?

Nós não sabemos todas as batalhas que uma pessoa enfrenta quando fecha a porta de casa. Não sabemos quantas preocupações ela carrega, quantas noites passou sem dormir, quantas lágrimas derramou escondida ou quantas coisas está tentando suportar sem contar para ninguém. Às vezes, alguém está mais quieto e pensamos que está sendo antipático. Alguém não responde como esperávamos e logo imaginamos que está nos desprezando. Alguém comete um erro e rapidamente concluímos que foi por irresponsabilidade ou falta de consideração. E assim, sem perceber, criamos uma história dentro da nossa cabeça e reagimos a ela como se fosse verdade. O problema é que nem sempre aquilo que pensamos corresponde à realidade. Tenho aprendido que precisamos tomar cuidado com as nossas conclusões. Nem tudo é exatamente aquilo que parece. Antes de reagir, talvez seja melhor observar. Antes de falar, talvez seja melhor respirar. Antes de julgar, talvez seja melhor perguntar. Porque uma palavra dita no impulso pode ferir profundamente alguém que já está machucado por outras situações que nós nem conhecemos. E quantas vezes depois nos arrependemos? Pensamos: “Eu não deveria ter falado aquilo.” “Eu poderia ter agido de outra maneira.” “Se eu soubesse o que aquela pessoa estava passando, talvez tivesse sido mais compreensivo.” É por isso que tenho pensado muito sobre uma das orientações deixadas por Jesus: “E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós também.” Lucas 6:31 É tão simples de entender, mas tão desafiador de colocar em prática.Nós queremos ser compreendidos quando erramos.Queremos que tenham paciência conosco quando estamos em um dia ruim.Queremos que não tirem conclusões precipitadas sobre nossas atitudes.Queremos que alguém procure saber o que aconteceu antes de nos condenar.Então por que não fazemos o mesmo pelos outros?Ser cristão não significa apenas falar sobre Cristo. Significa também tentar viver os ensinamentos que Ele nos deixou.E isso inclui aprender a olhar para o outro com mais misericórdia.Não significa aceitar tudo ou permitir que alguém nos faça mal. Significa não transformar uma suposição em sentença. Significa não condenar alguém antes de conhecer os fatos.Talvez aquela pessoa que você julgou esteja precisando justamente de alguém que tenha paciência com ela.Talvez aquela resposta que você considerou grosseira tenha vindo de alguém que estava enfrentando um dia terrível.Talvez aquele silêncio que você interpretou como desprezo fosse apenas cansaço. Nós não sabemos.E se não sabemos, talvez seja melhor não tirar conclusões tão rapidamente.Tenho aprendido que algumas reações podem ser evitadas quando damos a nós mesmos alguns segundos para pensar. “Eu realmente sei o que aconteceu?” “Tenho certeza ou estou apenas imaginando?” “Se fosse comigo, eu gostaria que alguém reagisse dessa maneira?” Essas perguntas podem nos ajudar a escolher palavras mais cuidadosas e atitudes mais semelhantes às de Cristo.Porque ninguém gostaria de ser julgado por uma história que outra pessoa inventou sobre nós.Então, antes de apontarmos o dedo, vamos tentar compreender. Antes de condenarmos, vamos ouvir.Antes de reagirmos, vamos pensar.E antes de tirarmos conclusões, vamos lembrar que cada pessoa carrega uma história que nem sempre conhecemos.

Uma reflexão para hoje: Talvez o exercício de hoje seja simples: Não tire conclusões rápidas sobre alguém. Pare. Observe. Escute. Procure entender. E, principalmente, peça a Deus sabedoria para não ferir alguém apenas porque você interpretou uma situação de maneira equivocada. Afinal, assim como queremos receber compreensão, paciência e misericórdia, também precisamos aprender a oferecer aquilo que esperamos receber.

 Oração: “Senhor, ensina-me a ter mais sabedoria antes de julgar alguém. Ajuda-me a não tirar conclusões precipitadas e a não reagir impulsivamente diante de situações que eu ainda não compreendi. Dá-me um coração mais paciente, misericordioso e disposto a ouvir. Que eu possa me lembrar dos ensinamentos de Jesus quando estiver diante de alguém que pensa, fala ou age de maneira diferente da minha. Ensina-me a tratar as pessoas como eu gostaria de ser tratado. E, quando eu estiver prestes a falar algo que possa ferir, dá-me discernimento para permanecer em silêncio. Que minhas palavras sejam instrumentos de amor, e não de dor. Em nome de Jesus, amém.”

Sandra Rochedo,

Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites ❤️

Se esta reflexão falou com você, curta, deixe seu comentário e compartilhe com alguém. Às vezes, uma simples palavra pode nos fazer enxergar uma situação de uma maneira completamente diferente.

Indicações para continuar a reflexão:

  • Mateus 7:1-5 — sobre o cuidado antes de julgar o próximo.
  • Tiago 1:19 — sobre ser pronto para ouvir e tardio para falar e se irar.
  • Efésios 4:32 — sobre bondade, compaixão e perdão. . ❤️

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