Quando alguém que eu julgava inferior chega onde eu queria estar:
Tem sentimentos que a gente não gosta muito de admitir. Um deles aparece quando vemos uma pessoa que, em algum momento, consideramos inferior a nós conseguir chegar a um lugar de prestígio, conquistar algo importante ou alcançar uma posição que nós também gostaríamos de ocupar. A primeira reação pode ser aquele silêncio meio estranho. A gente olha, sorri e diz: “Que bom para ela!” Mas, lá no fundo, alguma coisa fica incomodando. E vem aquela perguntinha que a gente talvez nem queira confessar: “Como ela conseguiu chegar lá e eu não?” Pronto. É aí que começa a nossa conversa com o espelho. Porque talvez o problema não esteja na conquista daquela pessoa. Talvez esteja na maneira como nós a enxergávamos. Nós a colocamos em uma posição abaixo da nossa e, de alguma maneira, acreditávamos que determinadas conquistas combinavam mais conosco do que com ela. Só que a vida tem dessas coisas. Às vezes, aquela pessoa que nós julgávamos não ter capacidade, conhecimento, experiência ou até mesmo “perfil” para ocupar determinado lugar chega lá. E chega. Enquanto nós continuamos olhando de longe. E isso pode mexer com o nosso orgulho. Pode despertar comparação. Pode trazer frustração. Pode até provocar inveja. E admitir isso não significa que somos pessoas ruins. Significa que somos humanos. O problema não é perceber que esse sentimento apareceu. O problema é alimentar esse sentimento. Porque, quando começamos a diminuir a conquista do outro para nos sentirmos melhores, alguma coisa dentro de nós precisa ser revista. “Ah, mas ela teve sorte.” “Conhecia alguém.” “Foi indicação.” “Eu também conseguiria se tivesse oportunidade.” “Nem é tudo isso.” E, sem perceber, começamos a criar explicações para diminuir aquilo que não conseguimos alcançar. Mas será que precisamos fazer isso? Será que o sucesso de alguém realmente diminui o nosso valor? Claro que não. A conquista daquela pessoa não roubou nada de nós. Ela não ficou com o nosso lugar. Ela não ocupou a nossa história. Ela simplesmente chegou a um lugar que talvez nós também desejássemos alcançar. E isso pode ser dolorido. Mas também pode ser uma oportunidade de aprendizado. Talvez aquela pessoa tenha nos mostrado que aquilo que julgávamos impossível para ela também não era impossível. Talvez tenha nos mostrado que não devemos subestimar ninguém. E talvez, principalmente, tenha nos mostrado que precisamos parar de medir o valor das pessoas pela posição que elas ocupam. Porque cargo não determina caráter. Dinheiro não determina dignidade. Prestígio não transforma ninguém em alguém melhor.
E uma pessoa que está começando agora pode, amanhã, estar muito mais longe do que imaginávamos. A vida é cheia de surpresas. Tem gente que começa depois e chega antes. Tem gente que parecia ter tudo para vencer e enfrenta grandes dificuldades. Tem gente que ninguém acreditava e surpreende todo mundo. E tem gente que demora muito para encontrar o próprio caminho. Talvez seja por isso que a comparação seja tão perigosa. Estamos olhando apenas para o resultado do outro, mas não conhecemos todos os bastidores da caminhada. Não sabemos quantas portas aquela pessoa bateu. Quantas vezes ouviu “não”. Quantas noites passou preocupada. Quantas vezes pensou em desistir. Nós enxergamos o palco. Deus conhece os bastidores. E talvez exista outra coisa que precisamos aprender: o lugar do outro não impede o nosso. A vitória de alguém não significa a nossa derrota. A oportunidade de alguém não significa que todas as oportunidades acabaram para nós. E o tempo de alguém não precisa ser o nosso tempo. Às vezes, precisamos simplesmente aprender a olhar para a conquista do
E uma pessoa que está começando agora pode, amanhã, estar muito mais longe do que imaginávamos. A vida é cheia de surpresas. Tem gente que começa depois e chega antes. Tem gente que parecia ter tudo para vencer e enfrenta grandes dificuldades. Tem gente que ninguém acreditava e surpreende todo mundo. E tem gente que demora muito para encontrar o próprio caminho. Talvez seja por isso que a comparação seja tão perigosa. Estamos olhando apenas para o resultado do outro, mas não conhecemos todos os bastidores da caminhada. Não sabemos quantas portas aquela pessoa bateu. Quantas vezes ouviu “não”. Quantas noites passou preocupada. Quantas vezes pensou em desistir. Nós enxergamos o palco. Deus conhece os bastidores. E talvez exista outra coisa que precisamos aprender: o lugar do outro não impede o nosso. A vitória de alguém não significa a nossa derrota. A oportunidade de alguém não significa que todas as oportunidades acabaram para nós. E o tempo de alguém não precisa ser o nosso tempo. Às vezes, precisamos simplesmente aprender a olhar para a conquista do
outro sem transformar aquilo em uma acusação contra nós mesmos.“Ela conseguiu.”Sim.E daí?Talvez possamos trocar o “por que ela e não eu?” por:“O que eu posso aprender com isso?”Talvez essa pequena mudança de pergunta transforme completamente o nosso sentimento.E se ainda não chegou a nossa vez, tudo bem.Continuemos caminhando.Sem diminuir ninguém.Sem precisar provar que somos melhores.Sem precisar competir com quem está ao nosso lado.Porque existe uma coisa que ninguém pode tirar de nós:a nossa própria história.E talvez seja justamente aí que esteja a verdadeira riqueza.Não em chegar primeiro.Não em chegar mais alto que alguém.Mas em chegar ao lugar que Deus preparou para nós sem precisar pisar em ninguém no caminho.No fim das contas, talvez aquela pessoa que um dia julgamos inferior não tenha servido para nos mostrar que ela era melhor do que nós.Talvez tenha servido para nos ensinar que nunca deveríamos ter colocado ninguém abaixo de nós. E essa é uma lição que vale muito mais do que qualquer lugar de prestígio.
Uma palavra para guardar: “Pois, pela graça que me foi dada, digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter.” Romanos 12:3
Oração: “Senhor, ensina-me a olhar para as conquistas das outras pessoas sem transformar o sucesso delas em motivo de comparação ou frustração. Tira do meu coração o orgulho, a inveja e a necessidade de me sentir superior a alguém. Ajuda-me a compreender que cada pessoa tem sua própria história, seu próprio caminho e seu próprio tempo. Que eu consiga celebrar a vitória do outro sem esquecer que a minha vida também está em Tuas mãos. E, quando eu me sentir para trás, lembra-me de que não preciso correr a corrida de ninguém. Preciso apenas continuar caminhando contigo. Amém.”
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Porque aqui no SR Testemunhos, a gente acredita que até os sentimentos que gostaríamos de esconder podem se transformar em aprendizado, reflexão e testemunho.
Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando limites em testemunhos.





