Há algum tempo venho observando algo que ainda machuca meu coração.
Não pela falta de reconhecimento, mas pela facilidade com que algumas pessoas conseguem apagar alguém da própria história.
É impressionante como alguns conseguem agir como se nunca tivessem nos conhecido.
Falam entre os dentes, desviam o olhar, mudam de lugar para não precisarem dizer nem mesmo um simples “bom dia”.
O mais triste é perceber que, um dia, essas mesmas pessoas nos abraçaram, disseram: “Eu te amo”, “Você é especial”, “Conte comigo”, “Deus tem uma grande obra em sua vida”.
Mas basta deixar de fazer parte da mesma congregação, perder uma função ou simplesmente não ocupar mais uma posição de destaque para que tudo desapareça como num passe de mágica.
E então surge a pergunta: o que realmente mudou?
Será que fui eu?
Ou será que o carinho nunca foi verdadeiro, mas condicionado ao lugar que eu ocupava?
Infelizmente, em alguns ambientes, o status acaba falando mais alto do que o amor.
A posição vale mais do que a pessoa.
A aparência pesa mais do que o caráter.
Isso dói porque o Evangelho ensina exatamente o contrário.
Jesus nunca amou pessoas por causa do cargo que ocupavam.
Ele se aproximou dos esquecidos, dos rejeitados, dos que eram evitados pela sociedade.
Enquanto muitos atravessavam a rua para não olhar alguém, Jesus fazia questão de parar, conversar, tocar, acolher e restaurar.
O que mais entristece é ver atitudes que se parecem muito com aquelas que alguns condenam.
Pessoas que conhecem tantos versículos, mas esquecem de praticar o mais importante deles:
amar o próximo.
O amor verdadeiro não depende da placa da igreja, da função exercida ou da conveniência do momento.
Quem ama de verdade continua cumprimentando.
Continua sorrindo.
Continua orando.
Continua tratando com respeito.
Porque educação não depende de afinidade, e o amor cristão não depende de interesse.
Talvez você também tenha vivido essa exclusão silenciosa.
Aquela que ninguém assume, mas todos percebem.
Aquela em que as conversas acabam quando você chega, os convites desaparecem e os olhares se tornam estranhos.
Se isso aconteceu com você, não permita que a amargura encontre espaço no seu coração.
As pessoas podem mudar.
Os cargos podem mudar.
As amizades podem mudar.
Mas Deus continua sendo o mesmo.
O Senhor nunca nos recebe por interesse.
Nunca nos ignora porque mudamos de lugar.
Nunca nos abandona porque deixamos de ser úteis aos olhos das pessoas.
Ele continua chamando cada um de nós de filho, de filha, de amado.
Que nunca percamos a essência do Evangelho.
Que nunca tratemos alguém de acordo com a posição que ocupa, mas de acordo com o valor que Deus lhe deu.
Porque, no fim, não será o nosso status que falará por nós diante do Senhor, mas o amor que demonstramos enquanto caminhávamos nesta terra.
Versículo:
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.”
João 13:35
Oração:
“Senhor, guarda o meu coração para que a dor da rejeição não se transforme em amargura. Ajuda-me a continuar amando, mesmo quando não sou correspondida. Livra-me de agir por interesse, de valorizar pessoas pelo cargo que ocupam ou pela posição que têm. Ensina-me a viver o verdadeiro Evangelho, aquele que acolhe, respeita e ama sem fazer acepção de pessoas. Que eu nunca perca a essência do Teu amor e que minhas atitudes reflitam mais a Cristo do que qualquer título ou reconhecimento humano. Em nome de Jesus. Amém.”
Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.
Se esta mensagem falou ao seu coração, curta, comente e compartilhe. Talvez alguém esteja precisando lembrar que o amor de Deus nunca depende da aprovação das pessoas.





