O amor que floresce através das gerações
O amor de uma avó transforma vidas de maneiras que nem sempre conseguimos explicar. Ser avó é viver o amor multiplicado. É ver a vida florescendo em outras vidas e perceber que, mesmo com os desafios, ainda somos fonte de cuidado, sabedoria e afeto. Para mim, ser avó vai muito além de um papel: é uma missão, um presente de Deus e, muitas vezes, o combustível que me faz seguir em frente, mesmo com todas as limitações. Por isso, valorizo cada momento vivido ao lado dos meus netos.
Cada neto, um pedacinho do meu coração
Tenho a alegria de ser avó de sete netos incríveis: Lucas, Leandro e Maria Isabela, que estão no Rio de Janeiro com minha filha Erika; Luana, que mora em Portugal com minha filha Bruna; Camila e Murilo, também no Rio, filhos da minha enteada Thaís; e o Bernardo, que está em Portugal com o Ramon. Cada um deles é único — com suas manias, sorrisos, descobertas e travessuras. O amor de uma avó transforma vidas, e isso se reflete em cada lembrança que tenho deles. Além disso, eles são como pedacinhos do meu coração espalhados pelo mundo.
O amor que se reinventa
Embora eu use cadeira de rodas, bota ortopédica e tenha o braço esquerdo sem movimento, ainda assim me faço presente. Felizmente, com a ajuda da internet, recebo aquele “Oi, vovó!” que aquece a alma. Já não posso correr no quintal com eles ou pegá-los no colo como antes. No entanto, posso orar por eles, ouvir suas histórias, enviar mensagens de carinho e, principalmente, demonstrar que o amor não tem limitações físicas. Ele se adapta, se reinventa e se fortalece nas dificuldades.
Força que vem do amor
Nos momentos difíceis — como durante a reabilitação após os AVCs (2015/2016) ou após a fratura no tornozelo (2024) —, pensar nos meus netos me deu forças. Afinal, queria continuar presente em suas vidas e deixar boas memórias. Eles talvez nem saibam, mas me ajudam no meu processo de cura. Cada risada deles é um remédio poderoso para o corpo e para a alma. Por isso, sou grata a cada gesto, cada sorriso, cada lembrança.
Aprendizados diários com pequenos mestres
Ser avó também é aprender todos os dias. Esses pequenos mestres me mostram que a vida vale a pena, mesmo com os limites. Ensinar e aprender caminham juntos. O olhar mais doce, a paciência redobrada, o amor constante: tudo isso faz parte da missão de ser avó. Além do mais, é incrível perceber como podemos ser felizes mesmo diante das dificuldades. Com o tempo, entendi que as limitações físicas não nos impedem de sermos amorosas, presentes e essenciais.
O amor de uma avó transforma vidas
E você, que lê esse texto e talvez ache que seus limites te impedem de viver plenamente… saiba que o amor transforma. Seja como mãe, avó, tia, madrinha ou amiga — tem sempre alguém que se inspira em você, que precisa do seu sorriso, do seu carinho e da sua presença, mesmo que adaptada.
Uma presença que ultrapassa fronteiras
Ser avó não é o fim de uma história. É o começo de uma nova fase, cheia de bênçãos, recomeços e muito amor. Ser avó, pra mim, é isso. É amar com intensidade, estar presente mesmo com limitações, é oferecer o que temos: um abraço, um ouvido, uma palavra, um olhar cheio de ternura. Sendo assim, a cada sorriso deles, ganho um novo motivo pra continuar acreditando que transformar limites em possibilidades é possível — porque o amor é o maior transformador de todos.
Amar apesar da distância
Mesmo os netos que estão longe têm lugar cativo no meu coração. O Ramon, meu enteado, e sua esposa Ana, que moram em Portugal, me mandam notícias do pequeno Bernardo, já com dois aninhos, cheio de charme e alegria. Recebo vídeos dele fazendo gracinhas que enchem meus dias de cor e sorrisos. Da mesma forma, a Erika, minha filha do Rio de Janeiro, me atualiza com fotos da pequena Maria Isabela, a bebê da família. Bruna, minha filha que também está em Portugal, sempre compartilha novidades da Luana. Assim, mesmo distantes fisicamente, acompanho o crescimento dos pequenos — e o coração se aquece com cada imagem, cada pedacinho do dia compartilhado.
Uma presença que ultrapassa fronteiras
Ser avó é ter o coração estendido em vários pedacinhos pelo mundo. Não é preciso estar perto para amar de verdade. O amor se manifesta no toque, na voz pelo telefone, no brilho dos olhos pela câmera, na saudade que aperta e na alegria de saber que eles estão bem. Portanto, esse amor que transforma limites em possibilidades. Mesmo que a distância exista, o vínculo permanece forte.
Um legado de carinho
Este texto é dedicado a cada um dos meus netos e netas — Lucas, Leandro, Maria Isabela, Luana, Camila, Murilo e Bernardo — e a todos os avós que, mesmo com limitações, se reinventam diariamente para amar, cuidar e acompanhar suas crias do jeitinho que a vida permite. Que nunca nos falte amor, nem conexão. Porque, sim, o amor de uma avó transforma vidas — inclusive a nossa.
Que nunca nos falte amor, nem conexão.
Com todo o carinho da vovó Sandra Rochedo
Blog SR Testemunhos – Transformando Limites :







Parabéns pelo lindo texto! Tenho certeza que irão ler e algum dia isso fará muita diferença na vida deles. Tô muito feliz em ler suas postagens, seus testemunhos e me emociona te enxergar um pouco mais através dos textos. Não tenho a benção de ser avó e por isso não sei que sentimento é esse. Mas, amor seja como for, sempre é maravilhoso!
obrigada, espero que leiam rsrsrs, vc não te netos seus, mas tem os sobrinhos netos que te amam muito, não é só a dinda ou a tia Carla, é um pouquinho de vó tb, bjinhos, um dia de paz