Saudade que Fica: O Amor do Meu Pai Carlos, que Nunca Vai Embora

Sandra Rochedo

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Saudade do Meu Pai

Quando a saudade do meu pai chega sem avisar

A saudade que sinto do meu pai não tem data certa pra aparecer. Às vezes, ela vem quando ouço uma música suave à noite, Em outras ocasiões, surge com cheiro do café passado na hora, ou quando lembro de uma das muitas frases que ele dizia e que ficaram ecoando na nossa história. Meu pai, Carlos Caldas, foi um daqueles homens raros, que marcam vidas com pequenos gestos, muito amor e um humor que conquistava qualquer um.

O pai de todos

Seu Carlos era assim: coração aberto, sorriso pronto e um radinho de pilha sempre por perto. Ele era mais do que meu pai — na verdade, era amigo, era apoio, era consolo. Era aquele tipo de pai que, mesmo depois de ser promovido a avô e bisavô, continuava sendo chamado de “pai” pelos netos. Aliás, até amigos dos filhos o chamavam assim. Ele era o vô de todo mundo, o anfitrião das festas, o dono das piadas inesquecíveis e das despedidas cheias de carinho no portão.

Um café e um carinho

Uma das minhas lembranças mais doces é chegar na casa dos meus pais e já gritar do meio do quintal: “E aí, seu Carlinhos, o café tá pronto?” Não importava a hora, a resposta era sempre a mesma: Só um instante, “Vou fazer um fresquinho pra você!” E, como sempre, ele fazia mesmo. Então, lá vinha ele com uma bandeja na mão, trazendo o café passado na hora e um pãozinho com manteiga e queijo. Era o jeitinho dele de demonstrar amor — e esse amor era para todos: filhos, netos, bisnetos, genros, noras, primos, amigos, enfim, quem estivesse por perto.

Natal com gosto de festa e de saudade

O Natal nunca foi só Natal. Além disso, era também o aniversário dele. E por isso, lá em casa, a comemoração vinha em dobro: com bolo de abacaxi, muita música, casa cheia, gargalhadas, conversas longas e, claro, as frases icônicas do seu Carlos:
“A galinha come é com o bico no chão!”,
“Pelas barbas do profeta Daniel!”
Quem conviveu com ele sabe que não tem como esquecer — Aliás, nem dá pra colocar todas aqui.

Lembranças que a saudade do meu pai não deixa apagar

Ele me faz falta todos os dias. Quando saíamos juntos, eu sempre ia abraçada com ele. Era um gesto simples, entretanto cheio de significado. E quando eu ia embora, lá estava ele, como sempre, me acompanhando até o carro.
“É você que vai levar o carro? Cuida direitinho de Giovani.”
E eu, claro, retrucava: Como sempre, “Você tem que falar pra ele cuidar de mim!”
E ele respondia com aquele sorriso: “Ele já cuida.”
Hoje em dia, essa saudade mora nas lembranças.

A fé que consola a saudade do meu pai

O que me consola, o que acalma o peito apertado, é saber que antes de partir, meu pai fez a escolha mais importante da vida: entregou seu coração a Jesus e O reconheceu como Senhor e Salvador. Por isso, saber que ele partiu em paz, seguro nas promessas do Senhor, me dá esperança.
Um dia, nos reencontraremos.
E eu sei que vai ter café fresquinho esperando por mim lá no Céu — Certamente, preparado com o mesmo amor de sempre, pelo meu eterno pai, Carlos.


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E você? Qual lembrança do seu pai ou de alguém querido ainda aquece seu coração? Conta pra gente nos comentários — vamos homenagear juntos.

Saudades Eternas
Sandra Rochedo
Blog SR Testemunhos

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Carla Rochedo
Carla Rochedo
1 ano atrás

Nossa quanta saudade irmã. Descreveu exatamente o que acontecia c todos nós. Somos privilegiados por ter tudo a benção de conviver com nosso pai e hoje eu só agradeço por isso. Ele é lembrado sempre e será amado eternamente!