Quando a Escrita Vira Companhia:

Tem coisas que entram na nossa vida de mansinho e, quando percebemos, já fazem parte da nossa rotina.

Acho que a escrita se tornou exatamente isso para mim.

Ultimamente tenho me pegado sentada em frente ao notebook mesmo quando não tenho ideia do que escrever.

Abro a tela, organizo minhas coisas e fico ali, como quem espera uma visita muito querida chegar.

Às vezes a inspiração demora, mas eu continuo esperando.

E, curiosamente, essa espera já faz parte do prazer de escrever.

O mais engraçado é que eu nunca fui uma grande fã de tecnologia.

Sempre gostei mais dos cadernos, das agendas físicas, das canetas coloridas e dos livros de papel.

Sou daquelas que ainda gosta de sentir o cheiro de um livro novo e a satisfação de preencher uma página em branco com a própria letra.

Talvez isso venha da minha infância.

Sou da geração que escreveu muito em caderno de caligrafia.

As crianças de hoje provavelmente nem sabem o que é isso.

Passávamos horas treinando letras bonitas, caprichando nos traços e aprendendo a ter paciência com cada linha escrita.

E confesso uma coisa:

Até hoje tenho uma verdadeira paixão por papelaria.

Canetas, lápis diferentes, blocos de anotações, agendas, cadernos…

para mim, tudo isso parece brinquedo de gente grande.

Lembro com carinho da época em que dirigia a Escola Ministerial.

Havia uma menina que me ajudava na secretaria e compartilhava exatamente da mesma paixão por materiais de escritório.

Quando precisávamos comprar alguma coisa, era uma festa.

Eu fazia questão de levá-la comigo.

Entrávamos nas lojas e ficávamos encantadas com tantas novidades.

Era impossível não sorrir diante de tantas opções de cadernos, canetas e organizadores.

Parecíamos duas crianças em uma loja de doces.

Hoje sinto falta desses momentos.

Sinto falta da correria saudável do trabalho, das responsabilidades e até das compras de materiais para o escritório.

São lembranças simples, mas que guardam um enorme valor afetivo.

E aqui estou eu, sentada diante de um notebook que, anos atrás, talvez eu nem tivesse tanta paciência para usar.

A vida realmente surpreende.

Continuo amando meus cadernos, minhas agendas físicas e minhas canetas coloridas, mas aprendi a gostar dessa nova forma de escrever também.

Talvez a inspiração nem sempre apareça imediatamente.

Talvez ela precise apenas encontrar alguém disposto a esperar por ela.

E eu continuo aqui, esperando.

Porque descobri que escrever não é apenas colocar palavras no papel ou na tela.

Escrever é conversar com a alma, organizar pensamentos, registrar memórias e transformar sentimentos em algo que pode tocar outras pessoas.

E se isso virou um vício, acredito que seja um dos bons.

Reflexão:

Deus nos concede dons de formas diferentes.

Algumas pessoas cantam, outras ensinam, algumas acolhem e outras escrevem.

Quando encontramos algo que faz nosso coração se alegrar, devemos agradecer.

Nem sempre escrevemos porque temos algo importante para dizer;

Muitas vezes escrevemos porque precisamos ouvir aquilo que Deus está sussurrando dentro de nós.

Base Bíblica:

“A minha língua é como a pena de um habilidoso escritor.” — Salmos 45:1

Oração:

Senhor, obrigada pelos dons e pelos pequenos prazeres que o Senhor coloca em minha vida. Obrigada pelas palavras, pelas lembranças, pelas histórias e pela inspiração que chega nos momentos mais inesperados. Que eu continue usando aquilo que o Senhor me deu para abençoar, encorajar e tocar vidas. Que minhas palavras sempre reflitam a Tua graça e o Teu amor. Em nome de Jesus, amém.”

Com carinho,

Sandra Rochedo,

Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.

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Se você também ama cadernos, canetas, agendas e acredita que a escrita tem o poder de aquecer a alma, deixe seu comentário. Compartilhe este texto com alguém que nunca perde a oportunidade de colocar seus pensamentos no papel ou na tela.

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