O nosso comportamento também prega:

O nosso comportamento também prega:

“Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus.”
1 Coríntios 10:32

Ontem, na hora de dormir, eu estava ouvindo meu vizinho tocar violão e cantar. Ele estava cantando alto, e naquele silêncio da noite aquilo acabou chamando bastante a minha atenção.

E foi justamente naquele momento que um versículo veio à minha mente. Não sei se você já percebeu como algumas situações simples do nosso dia podem nos fazer pensar em coisas muito maiores. Às vezes, Deus usa uma situação cotidiana para nos fazer refletir sobre nós mesmos.

Eu pensei em como nós, que professamos a fé cristã, precisamos ter consciência de que as pessoas estão nos observando. Não estou dizendo que precisamos viver preocupados com o que os outros vão pensar de nós. Também não significa que precisamos ser perfeitos. Somos seres humanos, erramos, nos irritamos, nos cansamos, falamos coisas que depois gostaríamos de não ter falado. Mas existe uma diferença entre errar e não se importar com o testemunho que estamos dando. Jesus não nos chamou apenas para falar sobre Ele. Ele nos chamou para vivermos de uma maneira que aponte para Ele. E isso começa nas pequenas coisas. Na maneira como tratamos alguém. Na forma como respondemos quando somos contrariados. Na maneira como tratamos nossa família. Na honestidade quando ninguém está olhando. Na educação que temos com quem pensa diferente de nós. Na capacidade de pedir perdão. No respeito pelo espaço do outro. Naquilo que fazemos quando acreditamos que ninguém está vendo. Porque talvez alguém nunca leia a Bíblia, mas esteja lendo a nossa vida. Talvez alguém nunca entre em uma igreja, mas esteja observando a maneira como aquele vizinho cristão vive. Talvez alguém nunca queira ouvir um sermão, mas esteja prestando atenção em como aquela mulher que fala tanto de Deus reage diante de uma dificuldade. E isso é uma responsabilidade. Nosso comportamento pode aproximar ou afastar alguém. Paulo fala sobre não sermos motivo de tropeço. E isso é muito sério. Ter liberdade não significa que devemos fazer tudo o que temos vontade. Maturidade também é entender que nem tudo que podemos fazer necessariamente convém fazer naquele momento. Existe uma pergunta que pode nos ajudar muito: “Aquilo que estou fazendo pode prejudicar alguém, desrespeitar alguém ou fazer alguém enxergar a minha fé de maneira negativa?” Não precisamos viver como prisioneiros da opinião alheia. Mas precisamos aprender a viver com consciência. Porque existe uma diferença enorme entre fazer algo porque temos liberdade e fazer algo sem pensar nas consequências. E aqui quero fazer uma ressalva importante: não devemos julgar as pessoas simplesmente porque fazem algo diferente de nós. O vizinho que estava tocando violão e cantando ontem não é uma lição sobre quem ele é. Eu não conheço o coração dele, sua história, seus motivos ou suas intenções. A situação apenas me fez olhar para dentro. E talvez essa seja uma das maiores lições da vida: Antes de usar o comportamento do outro para julgá-lo, devemos permitir que Deus use aquilo para examinar o nosso próprio coração.

Será que eu sou um bom testemunho? Será que minhas palavras combinam com minhas atitudes?Será que as pessoas conseguem perceber amor em mim?Será que quando alguém olha para a minha vida encontra uma pessoa perfeita?Não.Mas será que encontra alguém que tenta acertar, que reconhece seus erros, que pede perdão, que aprende e que continua caminhando?É isso que desejo.Porque ser exemplo não significa ser perfeito.Ser exemplo é mostrar que estamos dispostos a viver aquilo que acreditamos.E talvez o nosso maior testemunho não esteja no que falamos dentro da igreja.Talvez esteja justamente quando saímos dela.Está no supermercado.No trânsito.Dentro de casa.Com os vizinhos.No trabalho.Nas redes sociais.Na maneira como tratamos quem não pode nos oferecer nada em troca.É fácil falar de amor quando estamos entre pessoas que pensam como nós.O verdadeiro desafio é demonstrar esse amor quando encontramos alguém que pensa diferente.Que possamos entender que nossa vida é uma mensagem.E que essa mensagem seja capaz de dizer, mesmo sem palavras:“Ainda existem pessoas tentando viver de acordo com aquilo em que acreditam.”

Uma reflexão para hoje: Antes de falar de Jesus para alguém, permita que essa pessoa veja um pouco de Jesus através das suas atitudes. Não seja um cristão apenas de palavras. Não seja uma pessoa que conhece versículos, mas não conhece o amor que eles ensinam. Não queira apenas ser ouvido. Aprenda também a ser observado. Porque muitas vezes a nossa maior pregação acontece quando não estamos pregando.

Oração: “Senhor,
ajuda-me a compreender que a minha vida também é um testemunho. Que minhas palavras sejam acompanhadas pelas minhas atitudes. Ensina-me a respeitar as pessoas, mesmo quando elas pensam diferente de mim. Dá-me sabedoria para entender que a minha liberdade não deve ser motivo de tropeço para ninguém. Que eu não seja alguém que fala de amor e pratica julgamento. Que eu não fale de perdão e carregue rancor. Que eu não fale de humildade e viva querendo ser superior. Transforma primeiro o meu coração. Que, através das minhas atitudes, alguém possa perceber um pouco do Teu amor. E quando eu errar, dá-me humildade para reconhecer, pedir perdão e recomeçar. Que a minha vida não seja perfeita, Senhor, mas que seja verdadeira. Em nome de Jesus, amém.”

Para guardar no coração: “As pessoas podem esquecer muitas coisas que dissemos, mas dificilmente esquecem a maneira como as fizemos se sentir.” Por isso, antes de perguntarmos se estamos sendo bons pregadores, talvez devêssemos perguntar: “Que tipo de mensagem a minha vida está pregando?”

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Talvez essa reflexão possa fazer alguém olhar para suas próprias atitudes com mais carinho e responsabilidade.

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Sandra Rochedo,

Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.

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👉 Entre no blog, leia, reflita e compartilhe. Talvez um desses textos seja exatamente a mensagem que alguém precisa encontrar hoje.

Sandra Rochedo

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