Sentada na sala, deixo o corpo repousar.
Uma música jazz gospel preenche o ambiente, suave, sem pressa, sem barulho.
Não é só som — é atmosfera.
É como se cada nota abrisse espaço dentro de mim para respirar melhor.
Não estou pedindo nada.
Não estou explicando nada.
Estou apenas aqui.
Fecho os olhos e sinto: o Pai está perto.
Não como quem cobra, mas como quem acolhe.
Não como quem exige palavras, mas como quem entende o silêncio.
Percebo que me conecto com Deus também assim:
sem ajoelhar, sem discursos longos, sem lágrimas forçadas.
Às vezes, Ele me encontra sentada no sofá, cansada, ouvindo uma música que acalma a alma.
Enquanto o jazz toca, meu coração desacelera.
Os pensamentos se alinham.
E aquela sensação de peso vai cedendo lugar a algo mais leve — paz.
Aprendo que intimidade com Deus não acontece só nos momentos “certos”.
Ela acontece quando o coração se rende.
Quando a alma descansa.
Quando eu permito que Ele esteja comigo exatamente como estou.
Ali, na simplicidade daquele momento, entendo:
não preciso fazer mais.
Só permanecer.
Reflexão:
Deus não se manifesta apenas no barulho das grandes respostas.
Muitas vezes, Ele se revela na suavidade de uma música,
no silêncio da sala
e na alma que decide descansar n’Ele.
Oração:
“Pai,
obrigada por me encontrares na simplicidade.
Enquanto a música toca, que meu coração se alinhe ao Teu.
Acalma o que está inquieto,
silencia o que pesa
e renova em mim a alegria da Tua presença.
Que eu aprenda a descansar em Ti, sem culpa e sem pressa.
Amém.”
Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.





