Terapia não é sinônimo de estar doente:

Terapia não é sinônimo de estar doente:

Por muito tempo, quando a gente ouvia a palavra terapia, parecia que ela vinha acompanhada de um julgamento.

“Fulano está fazendo terapia? Então deve estar com algum problema sério.”

E, principalmente, havia aquela ideia antiga e preconceituosa de que quem precisava de terapia estava “doente da cabeça”. Quantas vezes não ouvimos isso? Talvez por isso ainda exista tanta gente que, quando escuta determinadas palavras terminadas em “terapia”,torce o nariz. Mas o tempo passou, as coisas mudaram e hoje a palavra terapia aparece em tantos tratamentos e formas de cuidado que talvez seja hora de deixarmos alguns preconceitos para trás.Temos fisioterapia, terapia ocupacional, massoterapia, musicoterapia, aromaterapia e tantas outras práticas, cada uma com sua finalidade, suas indicações e seus limites.E olha que interessante: a pessoa pode procurar uma massoterapia porque está tensa, fazer fisioterapia porque precisa recuperar movimentos, terapia ocupacional para desenvolver mais autonomia ou buscar uma prática complementar orientada por um profissional. Isso não significa que ela esteja “maluca”.

Significa que ela está cuidando de alguma necessidade do corpo, da mente ou da qualidade de vida. Eu mesma, depois dos meus AVCs, passei a conhecer muito mais de perto algumas dessas formas de cuidado. Fisioterapia e terapia ocupacional e musicoterapia, por exemplo, deixaram de ser palavras que eu simplesmente conhecia e passaram a fazer parte da minha realidade. E foi aí que percebi uma coisa: Quando a necessidade chega até nós, aquilo que antes parecia estranho passa a fazer muito sentido. Também comecei a conhecer melhor a aromaterapia. E aqui existe uma coisa importante: não podemos sair acreditando que qualquer óleo essencial resolve qualquer problema, muito menos substituir tratamento médico por conta própria. Não é disso que estou falando. Estou falando de conhecer, perguntar, buscar orientação adequada e entender o que determinada prática pode ou não oferecer. Porque existe uma diferença enorme entre duvidar porque pesquisamos e duvidar porque simplesmente ouvimos alguém dizer que não funciona. Às vezes a pessoa nunca experimentou, nunca estudou sobre aquilo, nunca conversou com um profissional e já chega com a sentença pronta: “Isso é bobagem!” Mas será que é mesmo? Ou será que simplesmente não conhecemos? Também não precisamos acreditar em tudo. Esse é outro extremo. Nem tudo que recebe o nome de terapia tem a mesma comprovação científica, a mesma indicação ou funciona da mesma maneira para todas as pessoas.

Por isso, informação continua sendo nossa melhor amiga. Conhecer. Perguntar. Pesquisar. Conversar com profissionais habilitados. E, principalmente, saber reconhecer os limites de cada prática. Afinal, cuidar de si não deveria ser motivo de vergonha. Durante muito tempo, pedir ajuda era visto como fraqueza. Hoje sabemos que reconhecer uma necessidade e procurar ajuda pode ser justamente uma demonstração de responsabilidade consigo mesma. E talvez seja por isso que eu gosto tanto dessa palavra: cuidado. Porque, no final das contas, é disso que estamos falando. Cuidar do corpo. Cuidar da mente. Cuidar das emoções. Cuidar da nossa qualidade de vida. E até aprender a respirar um pouco mais devagar no meio de uma vida que parece estar sempre correndo.

Talvez a gente precise parar de colocar rótulos em tudo aquilo que ainda não conhece. Antes de dizer “isso não funciona”, que tal perguntar: “Para que isso serve?” Antes de dizer “isso é bobagem”, que tal conhecer? E antes de julgar quem procura uma determinada terapia, talvez seja bom lembrar que cada pessoa conhece as necessidades do próprio corpo e da própria vida. Só precisamos ter responsabilidade para buscar aquilo que realmente pode nos ajudar, sem abandonar tratamentos necessários e sem acreditar em promessas milagrosas. Porque terapia não precisa ser sinônimo de doença. Às vezes pode simplesmente significar: “Eu percebi que preciso de cuidado e estou procurando uma maneira responsável de cuidar de mim.” E quer saber? Não vergonha nenhuma nisso.

Uma palavra para guardar no coração: Talvez hoje você esteja precisando de algum tipo de cuidado e esteja com vergonha de procurar ajuda. Não tenha. Não deixe o preconceito dos outros decidir como você deve cuidar de si. Busque informação, procure profissionais qualificados e faça escolhas conscientes. Cuidar de você também é reconhecer que você tem valor.

Oração: “Senhor, Ensina-nos a cuidar melhor de nós mesmas, sem vergonha e sem preconceito. Dá-nos sabedoria para reconhecer nossas necessidades e discernimento para escolher caminhos seguros e responsáveis. Que não sejamos pessoas que rejeitam aquilo que não conhecem, mas também não sejamos pessoas que acreditam em qualquer promessa sem buscar conhecimento. Ajuda-nos a cuidar do corpo, da mente e do coração. E que nunca nos esqueçamos de que pedir ajuda não diminui o nosso valor. Obrigada porque o Senhor cuida de nós em cada detalhe e também coloca pessoas e recursos no nosso caminho para nos ajudar. Em nome de Jesus, amém.”

“O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate.” Provérbios 15:13

E você, já teve algum preconceito com alguma terapia ou tratamento simplesmente porque não conhecia?

Conte para mim nos comentários.

Talvez a sua experiência também possa ajudar outra mulher a enxergar uma forma de cuidado com outros olhos.

Se este texto falou com você, curta, comente e compartilhe. Pode ser que alguém esteja precisando exatamente dessa reflexão.

Com carinho,

Sandra Rochedo,


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