Cuidado, mulher! Você está comparando sua vida com uma vitrine:
Você já parou para pensar em quanto tempo passa rolando os dedos pelo celular, olhando vídeos, fotos e histórias de outras pessoas? Às vezes entramos nas redes sociais só para passar alguns minutos e, quando percebemos, estamos ali há horas. Uma foto chama atenção. Depois outra. E mais outra. Até que, sem perceber, começamos a fazer comparações. Olhamos para uma mulher toda produzida, com cabelos perfeitos, maquiagem impecável, corpo cuidadosamente trabalhado, roupas lindas e, muitas vezes, procedimentos estéticos ou cirurgias plásticas que transformaram sua aparência. Então olhamos para nós mesmas e pensamos: “Eu também queria ser assim.” E é aí que começa um problema. Você olha no espelho e já não gosta tanto do que vê. Começa a reparar nas rugas, no cabelo, no corpo, na barriga, nas marcas do tempo, nas coisas que antes faziam parte de você sem incomodar tanto. Aquela mulher da fotografia começa a se tornar uma referência para você. E, de repente, você não quer mais ser você. Você quer ser parecida com alguém que nem conhece. Mas não para por aí. Você olha para uma casa linda nas redes sociais e pensa: “Bem que a minha poderia ser assim.” Vê uma viagem maravilhosa: “Por que eu não tenho uma vida dessas?” Vê um casal sorrindo: “Meu casamento poderia ser assim.” Vê uma mulher mostrando suas conquistas: Por que minha vida não chegou nesse lugar?” E você começa a olhar para a própria vida como se ela fosse pequena demais. Só que existe uma coisa que precisamos lembrar: Você está comparando a sua vida inteira com alguns segundos da vida de outra pessoa. Você conhece a fotografia. Mas não conhece a história. Você vê o sorriso. Mas não sabe se houve lágrimas antes daquela foto. Você vê a casa bonita. Mas não sabe quanto daquela imagem foi preparada para aparecer daquele jeito. Você vê o corpo perfeito. Mas não sabe quantos procedimentos, filtros, edições e cuidados existem por trás daquela imagem. Você vê a viagem. Mas não conhece as preocupações que aquela pessoa pode carregar quando a câmera é desligada. A internet mostra aquilo que as pessoas escolhem mostrar. E nós precisamos tomar cuidado para não transformar uma vitrine em parâmetro para a nossa vida inteira. Mulher, Deus não criou você para viver tentando ser outra pessoa. Ele não colocou você nesta terra para passar a vida inteira olhando para uma tela e pensando que você deveria ter outro rosto, outro corpo, outra casa, outra história. Você precisa aprender a olhar para si mesma com mais carinho. Aquela mulher que aparece no espelho é você. É a mulher que sobreviveu a dias difíceis. Que chorou e continuou. Que caiu e levantou. Que envelheceu. Que carrega marcas. Que tem histórias. Que talvez não tenha o corpo de alguns anos atrás, mas tem experiências que não podem ser compradas em lugar nenhum. Suas marcas também contam a sua história. E não há nada de errado em querer cuidar de si mesma, se arrumar, fazer exercícios, cuidar da pele, mudar o cabelo ou até buscar procedimentos estéticos. O problema começa quando você deixa de fazer isso porque se ama e passa a fazer porque não suporta mais ser quem é. Existe uma diferença enorme entre querer se cuidar e querer desaparecer para se transformar em outra pessoa. E talvez hoje Deus esteja dizendo ao seu coração: “Pare de se comparar. Eu não criei uma cópia. Eu criei você.” Não deixe que uma tela roube de você a alegria de viver a sua própria vida. Não troque a realidade pela fantasia. Não passe horas olhando para a vida dos outros enquanto deixa de perceber as coisas bonitas que existem na sua. Desligue um pouco o celular. Olhe ao seu redor. Olhe para a sua casa, mesmo que ela não pareça uma casa de revista. Olhe para a sua família. Para as pessoas que amam
você. Para as pequenas conquistas que ninguém vê. Olhe para o seu próprio rosto no espelho e, em vez de procurar defeitos, agradeça pela mulher que chegou até aqui. Você não precisa ser a mulher da fotografia. Você precisa ser a mulher que Deus criou. Cuidado, mulher! Nem tudo aquilo que brilha na tela é realidade. E, principalmente, não permita que a vida editada de alguém faça você desprezar a vida real que Deus colocou em suas mãos.
Uma oração: “Senhor, ensina-me a olhar para mim com os Teus olhos. Livra-me das comparações que roubam minha alegria e fazem com que eu não enxergue o valor da minha própria história. Ajuda-me a cuidar de mim sem deixar de me amar. Que eu não queira viver uma vida de aparência, mas aprenda a agradecer pela vida real que o Senhor me deu. Guarda meu coração de tudo aquilo que me faz acreditar que não sou suficiente. E lembra-me todos os dias de que eu não preciso ser outra pessoa para ser amada por Ti. Amém.” “Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável.” — Salmos 139:14
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Com carinho,
Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.
Para continuar essa reflexão:
- [Solta os Cachos e Solta a Vida: Minha Jornada de Amor-Próprio e Liberdade!] — uma história sobre assumir quem somos e não ficar presas a padrões de beleza.
- [Cuidado com as palavras: sua língua pode construir ou destruir] — porque a comparação também pode começar pelas palavras que repetimos para nós mesmas.
- [Envelhecer Não é o Fim… É Continuação da Vida] — uma reflexão muito bonita sobre envelhecer, aceitar as mudanças e continuar vivendo com vontade.
Solta os Cachos e Solta a Vida: Minha Jornada de Amor-Próprio e Liberdade!
Cuidado com as palavras: sua língua pode construir ou destruir





