Existem relações que nos confundem. Pessoas que dizem nos amar, mas esse “amor” só aparece quando somos úteis, quando estamos disponíveis, quando servimos de alguma forma. E quando não podemos mais oferecer aquilo que elas esperam… o carinho diminui, o cuidado some, o interesse esfria.
Isso não é amor.
O amor verdadeiro não se baseia em troca, não se sustenta na utilidade. O amor de verdade permanece quando você está cansada, quando não tem nada para oferecer, quando tudo que você precisa é ser acolhida. Quem te ama de verdade não mede o seu valor pelo que você faz, mas por quem você é.
É doloroso perceber que, muitas vezes, fomos mais “necessárias” do que amadas. Mas também é libertador. Porque quando você entende isso, você começa a se posicionar, a colocar limites, a não aceitar migalhas emocionais.
Nem todo mundo que diz “eu te amo” realmente ama. Alguns apenas precisam de você.
E está tudo bem se afastar de quem só te procura quando precisa. Está tudo bem escolher a si mesma, se valorizar, se preservar. Amor de verdade não pesa, não cobra, não manipula. Amor de verdade cuida, respeita e permanece.
Não aceite ser plano B, apoio emocional temporário ou solução conveniente na vida de ninguém.
Você merece ser prioridade, não opção.
Oração:
“Senhor, me dê discernimento para reconhecer o que é amor verdadeiro e o que é apenas interesse disfarçado.
Me fortaleça para não aceitar menos do que eu mereço.
Cura, Deus, as feridas que foram causadas por relações desequilibradas e me ensina a estabelecer limites com sabedoria e paz.
Que eu nunca confunda carência com amor, nem me prenda a quem só me valoriza quando precisa de mim.
E que o Teu amor, que é puro e constante, seja sempre o meu refúgio.
Amém.”
Pastora Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.





