Mais tarde, o dia seguiu seu curso.
As tarefas vieram, as preocupações tentaram ocupar espaço,
mas algo em mim permaneceu em silêncio.
Não aquele silêncio pesado,
mas um silêncio guardado.
A conexão da sala ficou comigo.
A música parou, mas a paz continuou tocando por dentro.
Entendi que alguns encontros com Deus não são momentâneos.
Eles se estendem.
Eles nos acompanham.
E mesmo quando o dia fica barulhento,
quem esteve com Deus no silêncio
aprende a carregar esse lugar dentro de si.
a rotina tentou ocupar cada espaço.
Mas algo permaneceu.
Aquela conexão silenciosa não ficou no sofá.
Ela foi comigo.
Percebo que quando começo o dia no silêncio com Deus,
o barulho do mundo não me domina tão fácil.
O que antes me tiraria a paz, agora me encontra mais firme.
Não foi a música.
Não foi o momento em si.
Foi a presença que ficou.
E entendo:
quando me conecto com o Pai no secreto,
Ele caminha comigo no comum.
O silêncio da sala virou força para o resto do dia.
Oração:
“Pai, que eu consiga ter sempre esse tempo contigo, só nós, que sua paz, toque profundamente em meu coração, e que eu sinta necessidades de ter mais momentos assim contigo, obrigada por estar sempre ao meu lado. Amém.”
Sandra Rochedo, Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.





