Reflexão:
Tem algo que sempre me chama atenção:
as pessoas se sentem totalmente à vontade para falar o que pensam, sem medir palavras, sem considerar se aquilo vai machucar ou ferir. Chamam isso de sinceridade.
Mas, curiosamente, quando somos nós que falamos o que sentimos, a história muda.
De repente, não somos mais sinceras.
Somos ingratas.
“Você não reconhece o que eu faço de bom”, dizem.
É estranho como só um lado parece ter direito à voz.
Só um lado pode expressar sentimentos, frustrações e verdades.
O outro deve apenas aceitar, engolir e agradecer em silêncio.
Mas falar a verdade não apaga o bem que alguém fez.
Expressar dor não cancela gratidão.
Reconhecer limites não é falta de amor.
A verdade incomoda porque revela.
Porque tira o controle.
Porque obriga o outro a olhar para si mesmo — e nem todo mundo está pronto para isso.
A Bíblia nos ensina a falar a verdade em amor.
Mas amor não é silêncio forçado.
Amor não é se anular para manter uma paz falsa.
Até Jesus falou verdades que feriram egos, confrontaram corações e causaram rejeição — e ainda assim era puro amor.
Aprendi que não devo carregar a culpa de alguém que não sabe ouvir.
Nem me calar para caber no conforto do outro.
Verdade não é ingratidão.
É maturidade.
É honestidade.
É liberdade.
Oração:
“Senhor, ensina-me a falar com amor, mas também a não me calar por medo.
Cura meu coração das culpas que não são minhas e me dá discernimento para saber quando falar e quando silenciar.
Que eu nunca perca minha essência tentando agradar, e que minha verdade seja sempre guiada por Ti.
Amém.”
Sandra Rochedo,
Blog, S R Testemunhos, Transformando Limites.





