No começo, o silêncio assusta.
Ele faz barulho dentro da gente — traz lembranças, saudades e perguntas que a correria da vida escondia.
Mas com o tempo, algo começa a mudar.
O silêncio, que antes doía, passa a acolher.
É nele que Deus costura as partes do coração que se rasgaram.
É nele que a alma cansada encontra abrigo.
E é nele que a gente descobre que a solidão, na verdade, é o lugar onde o Senhor sussurra esperança.
Há feridas que o tempo não fecha — mas a presença de Deus, sim.
Ele entra nas áreas mais escondidas, acalma pensamentos, devolve sentido e enche o vazio com paz.
E então, o silêncio que antes parecia um castigo, se torna um refúgio sagrado.
Aprender a ficar em silêncio é aprender a ouvir Deus com o coração.
E quando Ele fala, mesmo sem palavras, tudo dentro da gente se reorganiza.
Reflexão:
Às vezes, Deus nos leva ao silêncio não pra nos punir, mas pra nos curar.
É ali que Ele limpa a alma, alivia os pesos e reacende sonhos esquecidos.
O silêncio é o intervalo onde a graça trabalha em segredo — e quando o som da vida volta, voltamos mais leves, mais inteiras, mais dEle.
Oração:
“Senhor, obrigada porque o Teu silêncio nunca é vazio — é cheio de propósito.
Nos momentos em que o coração se cala, fala comigo de um jeito que só Tu sabes.
Cura o que eu não consigo explicar, conforta o que eu não sei pedir e renova o que em mim parecia adormecido.
Que o meu silêncio seja encontro, e não solidão.
Amém”.
Com amor,
Pra: Sandra Rochedo
Falando de alma pra alma, de mulher pra mulher.,
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