Durante muito tempo, eu escolhia minhas roupas pensando em como os outros me veriam.
Será que vão achar bonito? Será que combina com a ocasião? Será que é “apropriado pra minha idade”?
Mas um dia, em silêncio, percebi que estava me vestindo pra todo mundo — menos pra mim.
Foi aí que comecei a mudar.
Passei a me perguntar: “como eu quero me sentir hoje?”
E essa simples pergunta transformou tudo.
Tem dias em que quero me sentir leve, e escolho algo fluido.
Tem outros em que preciso me lembrar da força que há em mim — e visto algo que me faça sentir firme.
E em todos eles, o mais importante é o que vem de dentro: a paz de estar em mim mesma, do jeitinho que sou.
Vestir-se para si mesma é um ato de amor.
É olhar pro espelho e ver não só uma aparência, mas uma história inteira — cheia de quedas, recomeços e vitórias.
Não é vaidade. É gratidão.
É dizer: “Senhor, obrigada pelo corpo que carrego, pela vida que visto e pela graça que me cobre todos os dias.”
Reflexão:
Quando você se veste para si mesma, não busca aprovação — encontra propósito.
Não é sobre impressionar, é sobre expressar.
E quando o coração está em paz, o espelho se torna um aliado, não um inimigo.
Que cada roupa que você escolher lembre quem você é: amada, inteira e livre em Deus.
Oração:
“Senhor, obrigada por me ensinar a enxergar beleza nas pequenas coisas — inclusive em mim.
Que eu aprenda a me vestir não por vaidade, mas como quem celebra a vida que o Senhor me deu.
Reveste-me todos os dias com Tua graça, com leveza e confiança.
Que eu nunca esqueça: o que me torna bela é o Teu amor habitando em mim.
Amém.”
Com ternura,
Pra: Sandra Rochedo
Falando de alma pra alma, de mulher pra mulher.,
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