Demorou um tempo até eu entender que o espelho nem sempre mostra tudo o que a gente é.
Por muito tempo, olhei pra ele tentando encontrar a mulher que “deveria ser”: mais magra, mais elegante, mais dentro do padrão que o mundo chama de bonito.
Mas um dia percebi… não era o espelho que estava me julgando. Era eu mesma.
A maturidade chegou, e com ela vieram marcas, curvas, linhas novas.
E junto, um chamado pra me olhar com mais carinho.
Hoje eu entendo que não é a roupa que define se estou bem — é o amor que coloco em mim quando escolho me vestir.
Tem dias em que quero algo leve, outros em que quero algo firme. E tudo bem.
A mulher madura é isso: um misto de doçura e força, leveza e sabedoria.
Não é sobre esconder o corpo, mas sobre revelar a alma.
A roupa é só um detalhe… o que realmente veste a mulher madura é a história que ela carrega.
Reflexão:
A liberdade de se vestir é uma forma de cura.
Quando paramos de buscar aprovação e começamos a buscar conforto na nossa própria pele, algo muda dentro de nós.
A maturidade não apaga a beleza — ela a aprofunda.
E quando a alma está em paz, qualquer roupa se torna linda.
Oração:
“Senhor, obrigada por cada fase do meu corpo e por cada recomeço da minha alma.
Me ensina a me enxergar com os Teus olhos — com amor, paciência e gratidão.
Que eu aprenda a vestir não apenas o que gosto, mas também a graça e a confiança que vêm de Ti.
E que em cada detalhe, o Teu amor se revele em mim.
Amém”.
Com amor,
Pra: Sandra Rochedo
Falando de alma pra alma, de mulher pra mulher.,
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