Tem dias que o coração da gente aperta sem aviso. A saudade bate forte, e a gente nem precisa fechar os olhos pra ver os rostinhos dos nossos netos, tão distantes, mas tão presentes no nosso dia a dia.
É passar em frente ao quiosque de balas Finni e lembrar do neto pedindo “só mais uma, vô!”. É ver aquela roupinha delicada na vitrine e pensar ” ahh se eu pudesse, mandava agora mesmo pra minha netinha”. Um brinquedo diferente? ou aquela Minie gigante e Pronto, já vem o nome do neto(a) na memória como se ele estivesse ali do lado, nos puxando pela mão. Até o simples passeio no shopping muda de cor… parece que cada vitrine sussurra lembranças. Cada corredor carrega ecos de risadas, de mãozinhas apertando as nossas, de olhinhos curiosos apontando novidades.
É isso que a distância faz com o coração de vô e vó: ela não apaga, ela intensifica o amor. A gente sente saudade até do que ainda não viveu, do que gostaria de viver com eles. Porque o amor de avós atravessa quilômetros, fura o mapa, atravessa oceanos — e se transforma em oração, em cuidado à distância, em presente enviado pelo correio e em lágrimas escondidas no canto do olho.
Mas sabe de uma coisa? Mesmo longe, a gente continua sendo presença. Porque amor de vô e vó é daqueles que marca pra sempre, mesmo quando não se pode estar perto.
Oração:
Senhor, cuida dos nossos netos, onde quer que estejam. Que sejam guardados pelo Teu amor, cercados de paz, saúde e alegria. Dá-nos força para suportar a saudade e sabedoria para amar de longe, com delicadeza e fé. Que mesmo na distância, o nosso amor seja um abraço constante neles. Amém.
Com carinho,
Sandra Rochedo
— Vó de longe, mas sempre por perto no amor.
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